Piratas e tesouros. O bem e o mal. Tal como em uma história para crianças: narrar os acontecimentos é o verdadeiro tesouro. O fantástico faz parte da vida e do cinema. Estranhas anomalias físicas, manuscritos indecifráveis, guardas de um olho só. Um jovem de coração puro, partidário da liberdade de pensamento, é confrontado com a pressão social para que enriqueça a qualquer preço. Um grupo de crianças cegas que tenta converter aqueles que não acreditam no poder da fé cristã. Um bordel de velhas freiras, que se prostituem para pagar o aluguel. Contradições e ironias que transformam este conto de fadas em uma espécie de fábula filosófica. Entretanto, o diretor Raoul Ruiz lembra que seu filme tem uma relação estreita com a realidade: no começo do século, Ricardo Latcham, um jovem de 20 anos, mero funcionário da Biblioteca Nacional do Chile, foi contratado por um caçador de tesouros. Juntos, chegaram até o norte do país, em Guayacam, onde se envolveram em aventuras fabulosas.
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Eis um filme ao qual eu nem ouso fazer qualqeur tipo de avaliação. Se compreendi? Certamente não. Se é para sentir? Não sei. O importante é embarcar nesta viagem maluca, completamente insana de histórias entrelaçadas , sobre piratas, quadros, espelhos, roubo, deus , diabo, tentação e sabe-se lá mais o que. Anarquia pura.
Alguem tem a legenda?
Essa é a história de um espelho que roubou um quadro que continha um mapa de um tesouro procurado por dois piratas mortos. Um quadro apaixonado que atravessou o século a procura da mulher que o artista por acaso a pintou.
Na verdade são nove histórias que numa espécie de sonhos são contadas. E Raoul Ruiz dispensa qualquer apresentação de suas histórias.