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Data de lançamento
8 Nov. 2012Duração
Com o estatuto de limitações expirado, o serial killer Lee Doo-Suk, publica um livro descrevendo seus assassinatos, que se torna um best-seller. Mas quando uma outra pessoa surge dizendo ser o verdadeiro assassino, cabe ao antigo detetive do caso, Choi Hyung-Goo, tentar desvendar quem é o verdadeiro assassino e exorcizar fantasmas do passado.
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É interessante tem seus momentos, só que eu tive problemas. O tom cômico fica meio forçado na trama, eu achei surpreendente o Twist, mas teve muita forçação de barra para que tudo acontecesse, o final pra mim foi muito alongado
NAEGA SALINBEOMIDA
Direção: Jung Byung-gil
Ano: 2012
Assistido em: 09/07/2023
Apesar de não ser consumidor ativo do cinema da Coreia do Sul, sempre que me disponho a assistir alguma produção oriunda desse país acabo gostando demais do que vejo. Particularmente tenho preferência pelos thrillers sul-coreanos, muito devido aos trabalhos do Park Chan-Wook que foi o primeiro diretor de lá com que tive contato, no ESPETACULAR “Oldboy” (2003). Ouvi falar sobre “Confessions of Murder” (Naega Salinbeomida no original coreano) em um podcast, e decidi ir atrás, nem li sinopse nem nada, fui descobrindo todas as camadas do filme a medida que o roteiro as apresentava, e essa foi a melhor decisão que poderia ter tomado.
Choi Hyeong-goo é um detetive que investiga um perigoso serial killer, certa noite, quando o policial dá de cara com o criminoso, eles travam uma intensa luta que termina com Choi com uma cicatriz no seu rosto, e com o assassino escapando. Anos depois, os crimes do serial killer acabam por prescrever e a justiça não poderia mais colocá-lo atrás das grades, entretanto para o choque total de toda a Coreia do Sul surge em cena Lee Doo-seok, um autor que alega ser o serial killer, e para provar escreve um livro chamado “Eu Sou o Assassino” contando todos os detalhes dos crimes, que somente a polícia e o verdadeiro culpado poderiam saber. Lee se torna uma celebridade instantânea, levando a polícia a ficar na sua cola para descobrir se ele foi de fato o responsável pela onda de crimes, porém muita gente não aceita que Lee saia impune, e um grupo de familiares das vítimas do matador se unem para se vingar de Lee.
Desde que o filme começa é possível sentir no ar que algo não está certo, a confissão espontânea de Lee é muito estranha, seria ele um psicopata tão narcisista ao ponto de fazer um show tão grande como aquele?! Pois bem, o espectador sente que o plot twist vai vir, o trunfo do filme é que não vem apenas um, MAS DOIS!
Como era de se esperar, Lee não era de fato o criminoso, e o real culpado logo aparece, usando o apelido de J, o serial killer tem um ego tão grande e tão frágil que ao ver alguém recebendo os créditos pelo seu trabalho ele fica revoltado, revelando-se em plena TV nacional para todo o país. Cabe ao detetive Choi desmascarar a verdade, já que tanto Lee quanto J apresentam provas irrefutáveis de que são culpados, tudo isso obviamente midiaticamente, já que a impressa estava adorando esse circo todo. Mas o que faz o cu de todos cair da bunda, é quando temos a revelação que Lee na verdade é filho de uma das vítimas de J, e que fora Choi quem escreva o livro, isso tudo em um plano dos dois para tirar J das sombras antes da prescrição de fato do último assassinato que havia sido o da namorada de Choi. A partir daí o filme se torna frenético nos entregando uma corrida desenfreada contra o tempo para J ser preso.
Jung Byung-gil escreve um roteiro onde ele propositalmente trata tudo de maneira exagerada, a situação criada pela confissão de um assassino que instantaneamente se torna um super star até pode soar como absurda, mas em um mundo onde vemos nomes como Charles Manson, O.J. Simpson, Guilherme de Paduá e Suzane Von Richtofen serem tratados como celebridades, o texto não é algo tão surreal assim não. O ser humano tem uma atração mórbida por crimes, é só ver a febre que o true crime está se tornando nos últimos anos, e desgraça sempre vendeu mais do que coisas boas, portanto foi um acerto tremendo por parte do diretor/roteirista tratar o assunto como um grande circo midiático.
Não conhecia nenhum dos atores envolvidos e nem o diretor, mas adorei as composições dos personagens o trio Jung Jae-young, Park Si-hoo e Jeong Hae-gyoon estão ótimos como o detetive Choi, o misterioso Lee e o surtado J, todos muito bem conduzidos por Jung Byung-gil que soube escalar muito bem cada intérprete de suas criações, como também extraiu do trio excelentes performances.
Como disse lá em cima, tudo é intencionalmente exagerado, mas teve um ponto que me incomodou demais: as sequências de ação. Tudo bem que estamos falando de um filme policial, mas existem duas longas sequências de perseguição que soam deslocadas, como se não se encaixassem com naturalidade na história, a segunda, que é a final, eu até compreendo, afinal de contas e o grande clímax da história, mas a que ocorre na metade do filme é indefensável, todos aqueles malabarismos em cima dos carros, com um personagem X em pé em cima de um carro em alta velocidade no meio de uma rodovia me tirou instantaneamente da história, não havia nenhuma necessidade daquilo, pois o roteiro já havia arrebatado o espectador, senti que estava vendo um filme de Hollywood, e a última coisa que quero quando vejo uma produção internacional não americana, é que ela me lembre o mais do mesmo produzido a atacado nos Estados Unidos.
“Confessions of Murder” é um excelente thriller, com reviravoltas muito bem construídas, personagens bem escritos, e brilhantemente defendidos pelos interpretes, e ainda traz uma bela critica sobre o comportamento da mídia e do publico mediante a crimes de grande repercussão. Uma excelente pedida para quem é fã do gênero, para mim serviu como mais uma prova irrefutável da qualidade do cinema sul-coreano, principalmente nesse que é o meu gênero cinematográfico favorito. Super recomendado a qualquer fã de uma boa trama policial que quer algo bem-feito, e não apenas os tiros avulsos comuns em muitas produções desse estilo.
A verossimilhança deu um fora nisso aqui de cabo à rabo sem dó. Quando necessita seriedade, trata tudo com desdenho e descompromisso. E em momento algum se preocupa em buscar um amarro plausível que justifique tanto absurdo. Provavelmente o pior filme coreano que já vi até hoje. Uma bagunça completa.
mais um thriller coreano em que não decepciona em nada com a proposta e entrega, um bom desenvolvimento e um bom mistério que deixa o telespectador confuso e ansioso para o que vem a seguir. Peca com algumas cenas de ação que acabam sendo cômicas, talvez por falta de investimento ou pela mão do diretor, mas a proposta é boa e não decepciona no fim.
e um grande exagero com o antagonista que simplesmente se negava a morrer em diversas situações, conseguia sair vivo de uma forma que nem o roteirista sabe como aconteceu.
Cheguei nesse filme através de uma lista de "melhores filmes coreanos de crime" e me decepcionei bastante.
A premissa é interessantíssima, mas o desenvolvimento é muito falho. Até começa bem, mas então segue um caminho pouco criativo ou interessante. A maioria das revelações são previsíveis e o plot twist sai muito forçado. Tecnicamente é pobre, as sequências de ação são mal realizadas e os efeitos visuais podres. Os atores são bons e tem algo a dizer sobre mídia sensacionalista, opinião pública e os bizarros fãs de assassinos violentos, mas essas coisas se perdem em meio ao resto.
O final é bom, mas ainda deixa uma sensação de potencial desperdiçado.