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Outros títulos
A Wife Confesses - Estados Unidos da América
Sinopse
Ayako é acusada de assassinar seu marido, um acadêmico muito mais velho, durante uma escalada. Para a opinião publica, Ayako mantinha um caso extraconjugal, o que complica o julgamento.
Masumura é um bom diretor, mas está muito longe de caras como Kurosawa, Ozu, Naruse ou Kinoshita. Este filmes tem pontos positivos, como por exemplo, o ataque a sociedade machista (ia colocar sociedade machista japonesa, mas infelizmente o machismo não é exclusividade deles, e não acho a nossa sociedade tão diferente assim no quesito machismo da deles). As atuações são boas, mas o que eu realmente não gostei foi a construção dos personagens. Takigawa é o estereótipo do marido malvado, o filme faz com que você goste da ideia de que ele morreu pelas mãos da esposa. A construção da Ayako é horrível, ela beira a débil mental, pois diferente da sinopse do filme, Kôda é amante dela só na cabeça dela. Ela age como uma completa imbecil durante o julgamento, tornando o filme um pouco inconsistente, vai procurar o "amante" durante o processo, enfim... age como uma completa louca mesmo. Kôda parece ser o personagem mais real no meio de tantas aberrações. Não gostei muito do desfecho. Enfim, tinha tudo pra ser um filme muito melhor.
Apesar de ter superado (um pouco) com o passar dos anos e a "modernização" imposta ao longo do séc. XX, o Japão sempre foi uma sociedade patriarcal, e por consequência, extremamente machista.
Confissões de Uma Esposa não é um mero "filme de tribunal". Vê-lo dessa forma é subestimá-lo. É um filme sobre o machismo enraizado na sociedade japonesa, que via a mulher como um objeto do homem, que deveria se sacrificar em prol dele. Acusada de causar a morte do marido para salvar a própria vida, Ayako (muito bem interpretada pela Ayako Wakao), tem de ouvir cada absurdo da promotoria, que impressiona. Em um dos casos, ela é questionada: uma verdadeira esposa preferiria morrer junto ao marido. Uma frase que sintetiza tudo que o filme quer passar.
Yasuzo Masumura definitivamente é um diretor que merecia mais reconhecimento por sua obra. Grande filme.
Masumura é um bom diretor, mas está muito longe de caras como Kurosawa, Ozu, Naruse ou Kinoshita. Este filmes tem pontos positivos, como por exemplo, o ataque a sociedade machista (ia colocar sociedade machista japonesa, mas infelizmente o machismo não é exclusividade deles, e não acho a nossa sociedade tão diferente assim no quesito machismo da deles). As atuações são boas, mas o que eu realmente não gostei foi a construção dos personagens. Takigawa é o estereótipo do marido malvado, o filme faz com que você goste da ideia de que ele morreu pelas mãos da esposa. A construção da Ayako é horrível, ela beira a débil mental, pois diferente da sinopse do filme, Kôda é amante dela só na cabeça dela. Ela age como uma completa imbecil durante o julgamento, tornando o filme um pouco inconsistente, vai procurar o "amante" durante o processo, enfim... age como uma completa louca mesmo. Kôda parece ser o personagem mais real no meio de tantas aberrações. Não gostei muito do desfecho. Enfim, tinha tudo pra ser um filme muito melhor.
http://oraculoalcoolico.blogspot.com.br/
Apesar de ter superado (um pouco) com o passar dos anos e a "modernização" imposta ao longo do séc. XX, o Japão sempre foi uma sociedade patriarcal, e por consequência, extremamente machista.
Confissões de Uma Esposa não é um mero "filme de tribunal". Vê-lo dessa forma é subestimá-lo. É um filme sobre o machismo enraizado na sociedade japonesa, que via a mulher como um objeto do homem, que deveria se sacrificar em prol dele. Acusada de causar a morte do marido para salvar a própria vida, Ayako (muito bem interpretada pela Ayako Wakao), tem de ouvir cada absurdo da promotoria, que impressiona. Em um dos casos, ela é questionada: uma verdadeira esposa preferiria morrer junto ao marido. Uma frase que sintetiza tudo que o filme quer passar.
Yasuzo Masumura definitivamente é um diretor que merecia mais reconhecimento por sua obra. Grande filme.