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Em Correspondências, Eugene Green retorna à sua inter-relação de temas familiares, comunhão e amor transcendente (mais recentemente ilustrado no sublime Le Pont des Arts) para criar um conto de amor jovem da era digital. Apresentado como uma série de e-mails lidos fora da tela, que remetem o filme O ano passado em Marienbad em seu jogo de memória e sedução (ou mais apropriadamente, a memória como a sedução).
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(Re)descobri o amor, de repente...
Esta imagem que aparece no cartaz, plano inicial no filme, fez com que, em meu primeiro contato com o elogiado universo do diretor, ei já quedasse plenamente inebriado: uso parcimonioso dos recursos cênicos, interpretações "modelares" à la Bresson, emanação litúrgica da masturbação, num viés religioso, em que o tantrismo erótico assume as feições de prece. Fantasmático em suas emulações de Olivier Assayas e sobretudo Jean Eustache e soberbo em sua audácia cyber-epistolar. Magnífico! Só não o achei perfeito de todo porque algo no desencantamento anti-religioso da personagem feminina fez-me sentir abandonado como o maravilhoso e deslumbrado personagem masculino de feições íntimas pascalianas. Mas amei, amei... Já sou devoto rigoroso do Eugéne Green! (WPC>)
Existe algum site que eu consigo assistir legendado ?
Green mais uma vez eleva a palavra à condição de divindade, e no convence disso com sua sempre poética eloquência. Belo, poético e ternamente simples, esse média é um deleite para aqueles - que como eu - acompanham e admiram os singles trabalhos do diretor.
"Correspondances" do diretor Eugène Green é um filme feito de imagens e palavras. Só. Ou tudo isso. Um filme mudo. Colorido. A Imagem do Computador iluminado por uma vela define bem a proposta ousada da direção. Um filme feito de fragmentos. Silencioso. Filosófico. Discursivo. O decurso do amor. Angelical. Green domina como poucos, a arte da fantasmagoria. Não é um filme. É um alumbramento.
filme portugues mlk.. curti :D