Durante o verão de 1960, o sociólogo Edgar Morin e Jean Rouch pesquisam sobre a vida cotidiana dos jovens parisienses para tentar compreender sua concepção de felicidade. Durante alguns meses este filme-ensaio segue, ao mesmo tempo, tal enquete e também a evolução dos protagonistas principais. Ao redor da questão inicial "Como você vive ? Você é feliz ?" Rapidamente aparecem problemáticas essenciais como a política, o desespero, o tédio, a solidão… Finalmente, o grupo interrogado durante a enquete se reúne em torno da primeira projeção do filme acabado, para discuti-lo, aceitá-lo ou rejeitá-lo. Com isso, os dois autores se encontram diante da experiência cruel, mas apaixonante, do "cinéma-vérité", ou seja, do cinema-verdade.
Sem anúncios
Aproveite o melhor do Filmow sem interrupções
Eu vejo que a frase do final do filme resume muito bem o que pensei, de modo geral: um dos diretores gostaria de fazer um filme de emoção e acabou fazendo um filme de indiferença.
Não exergo que seja exitosa a intenção de entregar um cinema verdade, basicamente porque tudo o que se tenta fazer, de borrar o que é ficção e realidade, acaba sendo explicado ao final.
Não sei se é uma questão dos filmes da época, mas eu vivo hoje, em 2026. Não consigo abstrair a ponto de me transportar pra França de 1961. Nem a França de hoje eu conheço.
Os personagens que poderiam ser interessantes também são pouco explorados. É interessante pensar como uma moça judia, que já foi aprisionada em um campo de concentração, pode se desenvolver após fazer falas extremamente racistas. Há algo ali que não é mostrado e é substituído por fragmentos que não trazem muito além do que já é dito desde o começo pelo próprio policial, que afirma que não é feliz porque não aguenta mais trabalhar. Digo aqui o mesmo que disse quando vi Substância: a principal mensagem é dita ao início e as repetições dela não trazem nada de mais interessante em conteúdo nem forma.
Fraco fraco.
A pessoa que recomendou esse estava falando de Cabra marcado para morrer. Esse sim o maior documentário já feito.
Gostei mais do que imaginava. Ótima abordagem. Interessante perceber que muitas opiniões das pessoas que ali aparecem como classe trabalhadora são bastante atuais.
Ótimas abordagens e pontos de vista totalmente do que vimos hoje.Cada tempo tem seus problemas.
>Assistido em 26 de Março de 2025
Mudaram as estações, nada mudou...
A conversa daquele rapaz com o Landry sobre muita gente posar de rico quando na segunda-feira tem que tá no batente outra vez me pegou demais, alguns muitos conhecidos me vieram à mente neste momento kkkkkk
Claramente é observando que muitos estão deprimido o reflexo do após guerra...