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Data de lançamento
11 Julho 2012Duração
A história inicia com o especialista em computadores Channing McClaren. Criador do McClarenTruth.org, um site dedicado a expor as atividades do governo e de grandes empresas privadas, ele recebe informações de uma funcionária sobre o comportamento de um banco. Ao pedir ajuda de Ellen, inicia-se o grande caso da temporada. Ellen, por sua vez, contrata uma ex-amiga de Patty Hewes, adepta ao seu estilo de trabalho.
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4 temporadas que só ficam boas nos últimos capítulos e essa que é excelente. Glenn Close, ótima, como de costume, também gostei muito da presença do Ryan Phillippe.
Bacaninha, mas pra mim só a primeira temporada foi realmente boa. O resto achei mediano, algumas temporadas um pouco melhores que outras, mas pouca coisa. Confesso que já tava meio de saco cheio também, já tava na hora de acabar (não aguentava mais aqueles flashbacks repetindo toda hora. Aquele da Ellen sendo atacada, repetiu umas 500 vezes a série toda, aff).
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A quinta temporada me deixou alguns buracos abertos. Patty, realmente tirou a filha para estudar Direito? Isso foi influência do seu pai, e por isso ela odiava tanto ele? Incapaz de demonstrar amor por ninguém de forma tradicional, ela achava que estava fazendo o bem para o Michel e para Ellen? Para Ellen,ela demonstrou que ambição cega, leva perder o filho, como ela perdeu sua filha ou abortou com remédios de cavalos. E aquele arquiteto que procurava ela, era o criador de cavalos, um alucinação? Pattiy teve seu julgamento divino por matar mandar Ellen e sua filha, ao perder seu amado Michel, mas ela não era ruim, ensinou a Ellen que ser como ela, não é para cada um, não é bom, e fez ela ir embora. Uma mulher incrivelmente inteligente. Ela sabia que Ellen queria ser como ela, mas era boa, por isso investiu em Ellen, e por isso demitiu a ambiciosa assistente que faria tudo , se tornaria Patty. Mas mandar matar Ellen não combina com a personalidade inteligente de Patty, para mim foi um erro do roteiro. Seria melhor se fosse culpa do Pit. O final foi de doer o coração, os sonhos de Patty, o olhar que fez a coisa certa, porém não sabe amar. Nunca saberá. Se existe um defeito em Patty é sua incapacidade de amar ou demonstrar amor de forma tradicional. E que no fundo, fora matar Ellen, ela agia de forma a mostrar o erro dos seus amados, punindo Michel para aprender a ter responsabilidade, e ensinando a Ellen que o sucesso tem um preço muito alto. Mas mandar matar Ellen, para mim foi o pior furo do rotieiro, pois não combina com a criação do personagem Patty Hiils
No final foi uma boa série, levanta muitos questionamentos. O "the end",para mim, foi moralista e simplista, ainda mais se levarmos em conta as ambiguidades e complexidades das duas protagonistas mostradas ao longo das temporadas. Não há só dois caminhos possíveis, há tantos quantos as nossas nuances. Enfim, a redenção radical para fechar a história é quase sempre um recurso de ficções que querem garantir a audiência de um público que enxerga o mundo como uma guerra entre mocinhos e bandidos. Em certa medida a série é justamente sobre isso, a briga judicial para colocar corruptos poderosos na cadeia e recompensar inocentes prejudicados. Mas numa medida maior mostra que nem um dos lados é só mocinho ou só bandido, por isso o final me surpreendeu negativamente.
Uma coisa leva a outra e me lembrei de Atração Fatal, um sucesso da década de 80, que por acaso tinha Gleen Close como uma das protagonistas. À época, antes de lançarem o filme comercialmente, este foi exibido para um pequeno público para que fosse testada a sua aceitação. Os expectadores rejeitaram o final que teve que ser mudado para um moralista, com a morte brutal da outra (aquela desmanchadora de lares, a que seduz o homem casado e o obriga a trair a esposa perfeita). Sim, ela infernizou a vida do casal, ficou fora da casinha - talvez sempre estivesse (olha só o perigo da aventura com uma desconhecida) - ao se sentir rejeitada, mas merecia a pena capital desferida em legitima defesa da honra e da tradicional familia de bem. Ainda bem que os tempos são outros. Hoje punimos o mal maior com a solidão, não mais com a morte, porque, com certeza, só é feliz quem vive em grupo. (contém irônia)
Antes que eu me vá, Gleen Close Diva!
Muito interessante analisar até onde se vai pra vencer, e o quanto se deixa pra trás por isso. Numa série protagonizada por mulheres, mostrar como ambas lidaram com o papel que exerciam na vida profissional e a vida afetiva, os laços entre as duas, os rompimentos. Valeu a pena acompanhar. Obrigado, Damages.