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Musical que, através das danças bascas e de todos os símbolos que colecionam, compõe uma história sobre o ciclo da vida e a evolução do homem. Uma história de esforço, domínio da natureza, mitos, luta pela sobrevivência, festa, amor e morte onde gestos, canções, ritmos e toda a ampla gama de linguagem não-verbal vestem o discurso central que tecem as danças.
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Começa magistralmente! Os primeiro quarenta minutos são deslumbrantes, lembrando bastante o diretor Sergio Caballero. Em seu aproveitamento rigoroso dos elementos naturais, em perfeita sintonia com os movimentos dos bailarinos, é como se fosse uma regravação de MOISÉS E AARÃO sob o comando de Pina Bausch. Belíssimo. Fotograficamente esplendoroso. Mas, quando desloca-se para o terreno latifundiário, cansa um pouco. Toma partido de quem cerceia as maçãs, no afã pela feitura das bebidas fermentadas. O que era ritualístico passa a ser regrado pelas brincadeiras românticas do capitalismo ascendente. A narrativa fica exígua e a tomada de partido matrimonial demonstra-se "isenta", o que é politicamente descompassado, sobretudo no cotejo com as referências citadas. Poderia ser ótimo - e, de fato, o foi por algum tempo. Mas, ao final, cansa! (WPC>)