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Duração
“A servidão moderna é uma escravidão voluntária, consentida pela multidão de escravos que se arrastam pela face da terra. Eles mesmos compram as mercadorias que os escravizam cada vez mais. Eles mesmos procuram um trabalho cada vez mais alienante que lhes é dado, se demonstram estar suficientemente domados. Eles mesmos escolhem os mestres a quem deverão servir. Para que esta tragédia absurda possa ter lugar, foi necessário tirar desta classe a consciência de sua exploração e de sua alienação. Aí está a estranha modernidade da nossa época. Contrariamente aos escravos da antiguidade, aos servos da Idade média e aos operários das primeiras revoluções industriais, estamos hoje em dia frente a uma classe totalmente escravizada, só que não sabe, ou melhor, não quer saber. Eles ignoram o que deveria ser a única e legítima reação dos explorados. Aceitam sem discutir a vida lamentável que se planejou para eles. A renúncia e a resignação são a fonte de sua desgraça.”
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Pra crianças burras deve ser legal, mas para um adulto é meio chato e antigo, porém, não deixa de ser real. Poderiam atualizá-lo, nas tecnologias e b.o.s atuais.
O tipo de coisa que te impressiona quando vc é um adolescente com a cabeça corroída por ideologia. Um monte de termos e citações jogados ao léu e não passa disso, não se aproveita nada.
A narração é assertiva, em tudo que expõe (num tom monocórdio à la Guy Debord), e as citações intelectuais são todas dignas de anotação e aplicação cotidiana. Porém, há algo e muito redundante no cotejo com as cenas de filmes utilizadas, e algo de inevitavelmente contraditório (ou paradoxal) na própria formatação enquanto produto imagético do documentário. Por mais necessários que sejam os conselhos, demonstrações de malevolência do Capitalismo, e sugestões procedimentais e exortações à mudança, é como se o filme "chovesse no molhado", em relação ao que se fala há anos, meses, décadas, até mesmo séculos... Em dado ponto, pareceu-me um exercício de automatismo militante, o que se confirma quando um novo videoclipe para "Killing in the Name", da banda Rage Against the Machine, é improvisado no desfecho. Para iniciantes na constatação das mazelas sociológicas, talvez funcione. Para quem já passou dos trinta anos de idade, nem tanto. Mas fiquei atormentado na longa seqüência dos pintinhos na esteira... Tadinhos! (WPC>)
Mesmo que eu concorde com alguns pontos, o filme é intragável pois as ideias são apresentadas de forma preto e branco, superficial e com pouco embasamento
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