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Data de lançamento
14 Fev. 2026Duração
Sob o sol da Catalunha, uma rica família branca norte-americana vive em um isolamento hedonista, buscando amor e validação uns nos outros, em suas roupas de grife e na música pop. Quando Jack, o irmão mais velho, apresenta sua noiva para a família, tensões há muito tempo reprimidas vêm à tona e os laços de sangue da matilha começam a se romper.
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Impossível não ficar curioso em ver Karim Aïnouz dando uma de Yorgos Lanthimos em um filme com um elenco interessante como esse. Mas, infelizmente, me causou na maior parte da rodagem a única sensação que um filme com essa pretensão não gostaria: indiferença. Uma pena, dado o currículo dos envolvidos.
Aquele filme bem "desconfortável" de assistir que satiriza a família "tradicional" rica e branca que, pela condição privilegiada, faz o que bem entender.
Tem uma ótima fotografia, ótimas atuações, boa produção e feito, intencionalmente, para chocar.
Assisti ontem e ainda não consegui digerir muito bem, mas faltou algo narrativamente falando. Mas vale os 90 minutos.
Um filme que tenta ser esquisito o tempo todo. É um daqueles filmes de "Ricos excêntricos fazendo coisas esquisitas", isso já é quase um subgênero de cinema. O roteiro aborda vários temas como patriarcado, machismo, incesto, temas complicados e com muitas cenas e situações desconfortáveis. Nenhum personagem parece são, todos são instáveis, então as atuações convencem muito e são o ponto alto do filme. O problema é focar tanto no absurdo e exagero em detrimento de deixar a história mais fluida e desenvolver melhor todos os personagens. Tenho dúvida se entendi o propósito do filme, pois o final ficou confuso pra mim.
IMPRIMATUR - visto no cinema em 2026:
Apesar do mar de críticas negativas, o histórico do diretor Karim Aïnouz me fez dar uma chance ao filme. Só que a montagem deficiente quebra constantemente a imersão do espectador, mesmo que a atmosfera delirante consiga gerar alguma expectativa durante a progressão de suas cenas. Todo elenco parece desorientado em meio a tanta bizarrice, e resultando é uma obra vazia. A tentativa de criticar a suposta decadência da elite contemporânea falha, pois o roteiro não alcança a objetividade desejada — salvando-se, em parte, apenas a representação da falência patriarcal. O longa seria mais bem-sucedido se a disfunção da aristocracia fosse genuinamente autodestrutiva na vida real como o filme requer - mas todos sabemos quais galhos são realmente podados numa ampla estrutura social.
Avaliação em nota: 4.2
Nem Elle Fanning salva esse roteiro preguiçoso, que ainda piora com suas cenas constrangedoras. Aqui o mau gosto fala muito alto: ele se utiliza do já batido recurso de criticar a elite e seus exageros para mostrar alguns desejos estranhos de seu roteirista. Pena que Karim tenha embarcado nessa.