Família, religião, pátria e propriedade são os temas discutidos no filme. Alessandro, um jovem epilético, vive num casarão antigo com a mãe cega e os três irmãos: Leone, epilético como ele; Giulia, mentalmente instável; e Augusto, o primogênito. Com intenção de ajudar Augusto - único irmão a não sofrer de alguma doença - a seguir sua vida longe da família, Alessandro adota um comportamento violento e destrutivo.
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Primeiro grande filme e o mais importante da carreira de Bellocchio.Mantém o enredo repleto de mistério e o ótimo protagonista cai como uma luva na situação,sempre frio e com decisões certas.A trilha sonora já encanta desde a abertura.
>Assistido em 18 de Dezembro de 2022
Louvo a liberdade do cinema de tornar filme qualquer coisa que se passe na imaginação
Pessoalmente, este uso da liberdade me desagradou
Mas pode ter sido de propósito
Para além da crônica da disfuncionalidade familiar, o que acho mais relevante neste filme é o retrato da alienação voluntária. E digo “voluntária” porque os dois mais alienados tinham as condições e os meios para ter uma vida feliz, eles usam a tal da doença hereditária como desculpa para seus comportamentos e, pior, ainda fantasiam outros problemas e dificultam a vida dos demais. No final das contas, Leone é o que parece ter os sentimentos mais genuínos e razoáveis, inclusive transparecendo se importar com a mãe.
08/02/2021
interessante
Aqui, a desintegração da família vem com a morbidez necessária para provocar o espectador e resumir a vida a um peso. Entre as deficiências manifestas e os transtornos ocultos, acompanhamos a trajetória de personagens estranhos e silenciosos demais para deixar escapar o que realmente nutrem pelo resto do seio familiar. Tudo o que sabemos, ao longo da sequência bem filmada de perversidades, é que a narrativa não abre espaços para o perdão.