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Episódio de "Cineastes de Notre Temps", sobre as idiossincrasias e o estilo do genial diretor austríaco Josef von Sternberg (1894-1969).
O filme nasce de um encontro entre Janine Bazin, André Labarthe e Josef von Sternberg, promovido por Henri Langlois, e é composto pelas evocações do diretor de O anjo azul em torno de sua obra e da sua atriz-fetiche, Marlene Dietrich. O título vem dos silêncios introduzidos na montagem.
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As Novas Desventuras de Cliff Booth
O modo como o genial diretor austríaco - que faleceria pouco tempo depois desta preciosa entrevista - deslinda as obsessões e recorrências de sua insigne filmografia é simplesmente emocionante! Por mais que eu não concorde com os seus julgamentos severos contra a atuação enquanto co-criação (numa perspectiva bastante hitchcockiana), não há como não se deslumbrar com tudo o que ele revela, com o trecho em que ele menciona a sua comunhão com a diva Marlene Dietrich, com os breves 'flashs' de seus magnos filmes (poderia haver mais!) e com a montagem propositalmente estranhado Noël Burch. Vou rever este documentário precioso muito em breve, visto que estou estudando a constância das imagens-afecção na obra sternbeguiana, mas, por alto, após uma audiência deslumbrada, tenho que confessar-me devidamente inebriado pelas verdadeiras aulas de maestria que abundam neste média-metragem. Preciosíssimo documento cinefílico! (WPC>)