Kelly, Casey e Pet forma a banda "The Carrie Nations" e partem rumo à Hollywood em busca de sucesso. No caminho da fama elas se deparam com uma trilha repleta de sexo, psicodelia e assassinatos. Sátira de Russ Meyer ao filme "O Vale das Bonecas", drama moralista dirigido por Mark Robson que fez grande sucesso em 1967. Inicialmente a intenção dos produtores era realizar uma espécie de seqüência do filme de Robson, mas Russ Meyer e o roteirista Roger Ebert (hoje um renomado crítico de cinema) entregaram uma obra nonsense, repleta de rock'n'roll, humor negro e erotismo anárquico.
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Divertido demais... A primeira impressão é que o negócio foi feito de qualquer jeito (certeza que utilizaram todas as drogas possíveis e impossíveis) mas o resultado final é chapado!!! Como deveria ser... Muito bom mesmo. O desfecho e a trilha sonora merecem destaque.
engraçado como esse filme SUPER anos 70 foi feito exatamente no ano de 1970. o filme usa a figura da banda de rock e cultura jovem ao máximo, explorando as questões que a fama poderia trazer numa época tão caótica. a atuação beira a ironia e por ser uma "resposta" de russ meyer, fica como uma admiração à esse cinema do caos. a história vai explorando as relações das pessoas relacionadas à banda e cria longas cenas de comportamento, quase numa forma de exportar como o jovem americano agia para o mundo, remetendo ao inevitável bordão sexo, drogas e rock n roll. após inserir algumas situações até meio fora de tom, como
tentativa de suicídio, traição, agressões, deficiência
o final chega como uma tragédia espetacular e traz um conflito ENORME simplesmente porque sim, numa
matança gratuita muito bem executada - sempre admiro como a morte e o sangue no cinema anos 70 era algo BELO
tarantino usa muito dessa estrutura de aprofundamento na cultura e vida de personagens "exóticos" com um final de violência grandiosa em death proof (2007) e, de alguma forma, até em once upon a time in hollywood (2019)
- 8/10
- porque o pessoal dos anos 70 dançava como se tivesse tendo um ataque epilético?
- pensava que seria algo como Faster Pussycat ou UP, mas não me decepcionei
- Russ Meyer tem o dom
- a parte da Super Mulher é ótima!
O filme já abre com um aviso dizendo que não é uma continuação do "Vale das Bonecas", apenas trata de situações semelhantes e dizem que Russ Meyer fez este filme como uma sátira ao dramalhão "O Vale das Bonecas".
De Volta ao Vale das Bonecas parece um Josie e as Gatinhas no ácido. O filme é o exploitation que eu esperava do Vale das Bonecas e me decepcionei. Bem que me avisaram aqui que eu havia visto o filme errado: esse aqui é que é exploitation.
Russ Meyer se aproveita da época das drogas e amor livre para rechear seu filme de nus gratuitos e diversas cenas de sexo. O filme é um retrato da época, propositalmente exagerado e virou cult com o decorrer dos anos. Esse é sexo, drogas e rock and roll.
Dá pra ver como esse filme teve uma larga influência no camp estadunidense. Rocky Horror viria só cinco anos depois, e eu não consigo tirar da cabeça que a Anna Faris (do bem-sucedido Todo Mundo em Pânico) tem uma atuação parecidíssima com a da protagonista. O exagero no jeito hiponga de falar ficou muito engraçado, e a cena do Rolls-Royce é eterna pra mim. Mas eu senti que, apesar da paródia, o filme recaiu em alguns estereótipos negativos de comportamentos sexuais, principalmente o destino clássico dos
LGBTs mortos