Assistir sem saber que era baseado em fatos reais. Filmes de outros países são sempre uma boa pedida para quem quer mudar um pouco o conteúdo.
Segundo Google: Massacre de Novocherkassk em 1962, um acontecimento que foi um tabu na história soviética por muitos anos. O filme dramatiza a repressão a um protesto de trabalhadores, usando documentos oficiais liberados após a queda da União Soviética para construir a narrativa.
Os filmes russos/soviéticos têm uma certa "frieza" da qual eu, com certeza, não sou fã. Ainda assim, alguns deles me surpreendem por sua abordagem. Este é um deles. A revisão crítica e emocional das suas próprias ideia que a personagem central passou é simplesmente definição do que é o ser humano frente às mudanças. Por fim, o autoritarismo nunca é a solução para nada, mas aparentemente a Rússia não aprendeu com o seu passado.
Vencedor do Prêmio Especial do Juri no Festival de Veneza. Yuliya Vysotskaya se entrega demais como a personagem principal, acho que pertence a ela o maior mérito no que funciona no filme. O diretor até tenta manter uma certa neutralidade, mas não funciona no filme todo, há momentos que parece panfletagem ocidental (vale lembrar que Konchalovskiy era um exilado trabalhando para Hollywood onde fez até o Tango e Cash), mas isso não ocorre na maior parte do filme. A história flui muito bem e o reflexo de uma Rússia de Stalin contraposta de uma Rússia de Khrushchev é a melhor parte da história. Entender (mesmo eu sendo marxista e extremamente opositor a Stalin) como a figura dele era importante para o país e como muita coisa foi se esfacelando depois de sua morte, é poético demais.
Documento histórico com belo trabalho de fotografia.
Assistir sem saber que era baseado em fatos reais. Filmes de outros países são sempre uma boa pedida para quem quer mudar um pouco o conteúdo.
Segundo Google: Massacre de Novocherkassk em 1962, um acontecimento que foi um tabu na história soviética por muitos anos. O filme dramatiza a repressão a um protesto de trabalhadores, usando documentos oficiais liberados após a queda da União Soviética para construir a narrativa.
Os filmes russos/soviéticos têm uma certa "frieza" da qual eu, com certeza, não sou fã. Ainda assim, alguns deles me surpreendem por sua abordagem. Este é um deles.
A revisão crítica e emocional das suas próprias ideia que a personagem central passou é simplesmente definição do que é o ser humano frente às mudanças.
Por fim, o autoritarismo nunca é a solução para nada, mas aparentemente a Rússia não aprendeu com o seu passado.
Vencedor do Prêmio Especial do Juri no Festival de Veneza. Yuliya Vysotskaya se entrega demais como a personagem principal, acho que pertence a ela o maior mérito no que funciona no filme. O diretor até tenta manter uma certa neutralidade, mas não funciona no filme todo, há momentos que parece panfletagem ocidental (vale lembrar que Konchalovskiy era um exilado trabalhando para Hollywood onde fez até o Tango e Cash), mas isso não ocorre na maior parte do filme. A história flui muito bem e o reflexo de uma Rússia de Stalin contraposta de uma Rússia de Khrushchev é a melhor parte da história. Entender (mesmo eu sendo marxista e extremamente opositor a Stalin) como a figura dele era importante para o país e como muita coisa foi se esfacelando depois de sua morte, é poético demais.
BLOG: FILMESTRANGEIROS
INSTAGRAM: @filmestrangeiros
Um filme sobre paixões políticas. Filmaço!