Dirigido por
Data de lançamento
25 Março 1994Duração
Francesco Dellamorte é o zelador do cemitério de uma pequena cidade. Há um mistério naquele local que ninguém consegue explicar, mas que todos parecem aceitar com naturalidade: os mortos voltam à vida. São os ossos do ofício de Dellamorte, que se resigna a ter de tratar de filas de zumbis que se dirigem à sua casa (no próprio cemitério) e levam um tiro no centro da cabeça. O herói lamenta o seu destino e julga-se amaldiçoado, a começar pelo seu nome que parece condicionar-lhe destino. Preferia chamar-se Francesco Dellamore. O seu ajudante Gnaghi não é obeso por coincidência; é o seu Sancho Pança, companheiro numa cruzada em que os moinhos de vento são os mortos que se recusam a estar mortos.
Sem anúncios
Aproveite o melhor do Filmow sem interrupções
Eu adorei esse filme. A atmosfera é maravilhosa, o absurdo está muito à vontade em cada cena numa mistura de humor e terror imersas numa fantasia gótica com estilo.
O cemitério durante o dia é charmoso, num clima de outono, ficando sombrio com o cair da noite. Personagens carismáticos, fotografia perfeita e só peca pelo excesso de cenas sensuais.
Grande filme.
DellaMorte DellAmore (1994), no Brasil Pelo Amor e Pela Morte, eu achei muito legal a proposta e bem divertido. É um filme com uma ideia diferente e um humor bem peculiar, misturando terror, comédia e até um pouco de filosofia, o que faz ele se destacar no gênero. As cenas no cemitério de dia são bem bonitas, e de noite são bem sombrias — ótima fotografia.
A relação de Francesco Dellamorte (Rupert Everett) com Gnaghi (François Hadji-Lazaro) é ótima: os dois funcionam muito bem juntos. Dellamorte é sério e amargurado, Gnaghi quase infantil e inocente, criando situações engraçadas mesmo no clima estranho constante.
Porém, do meio pro final, coisas absurdas acontecem sem explicação direito, e o filme entra num lado surreal onde nem tudo precisa fazer sentido, mas algumas coisas poderiam ter sido melhor desenvolvidas.
A mulher que morre e volta várias vezes como outra personagem, She (Anna Falchi), é tratada quase como normal, e o fato de ele matar gente mas nunca ser realmente suspeito chega a ser cômico. A cena no hospital, com o médico aceitando que ela “estava rezando”, e o inspetor ignorando ele armado saindo dali, são utópicas e reforçam o absurdo.
Sem falar no final, que eu não entendi nada: o filme abandona a lógica e vira existencialista, como se nada fosse real ou tudo fosse um ciclo sem fim.
Porém, o que eu pesquisei e vi sobre o filme é que Buffalora é uma espécie de bolha isolada — a estrada simplesmente acaba num abismo, como se o mundo não existisse além dali. Gnaghi, que antes só dizia “Gna”, acorda “sábio” e fala normalmente pela primeira vez, enquanto Dellamorte fica mudo e resignado — os papéis se invertem. Isso reforça o ciclo eterno de morte, amor frustrado e prisão existencial: nada escapa, nada muda de verdade. O filme deixa o espectador tão perdido e sem respostas quanto o próprio personagem, e acho que essa era exatamente a intenção, pra transmitir essa sensação de vazio e absurdo da vida.
Assistido em 22/03/2026
Achei Estranho, Mas Não Ruim!
Ps-A Cena Final, Me Lembrou Um Esquete Do Saudoso Programa Tv Pirata(1988-1992)"O Mundo e Falso".
Chatinho...
19.04.25