- filme de pessoa com doença terminal é sempre golpe baixo - mais que tudo é um filme de personagens, mesmo o decorrer da trama deixando um pouco a desejar, as atuações entregam demais - o final é pedrada, principalmente os pais
É assim que qualquer filme deveria ser. Eu sei quando um filme ele é verdadeiro feito com a alma. Simplesmente assistam e sintam. Esqueçam a lógica, as estranhezas, só desfrutem ao máximo dessa obra.
Acho interessante notar como a protagonista está cercada de viciados(pais, namorado) e em nenhum momento ela tem essa necessidade desesperada de sair da realidade, tudo que ela quer é justamente a realidade. Mesmo podendo e tendo motivos de sobra pra ficar chapada, ela não faz isso porque ela tá 100% focada em aproveitar o tempo que lhe resta, de maneira real, sem mentiras química e ilusórias, isso é foda.
Tive uma crise de choro muito intensa com a morte dela, todo o desenrolar da cena, a reação que cada pessoa próxima dela tem. A mãe dela escolhe entrar em negação, mesmo com o comportamento estranho do namorado da filha, ela simplesmente escolhe acreditar que está tudo bem, o pai aceita mais rápido e fica em estado de choque por um tempo tentando processar mas não demora pra que ele vá ver o corpo de sua filha e ficar perto dela, enquanto o namorado tenta se manter forte, fumando um cigarro, aí a realidade bate na porta da mãe que desmorona e começa a chorar, gritar, culpar o namorado, ela fica focada em pensar no "e se?" "e se?", e em nenhum momento ela tem coragem de ir até o corpo da filha, ver com seus próprios olhos e aceitar o que inevitavelmente iria ocorrer. Cada um tem sua reação e forma de processar a dor e isso é real pra cacete.
filme extremamente sensível e original, destes que são raros de encontrar. eliza scalen está incrível, como de praxe. mesmo sendo uma adolescente, me chamou atenção a sensibilidade da personagem para o mundo e sua autoconfiança e determinação em obter o que queria da vida, ainda que com pouco tempo. o olhar generoso que ela teve para com o moses fez com que ele próprio pudesse se encarar de outra forma. o filme também é permeado pela temática das drogas enquanto um escape de sentimentos talvez insuportáveis. mas ao mesmo tempo, é apenas estando sóbrios que podemos apreciar a completude da vida, em suas múltiplas dores e prazeres.
Esse filme me fez chorar ao mesmo tempo que mostrava uma montagem meio desastrada de cenas, sequências meio sem pé nem cabeça. Muitos acontecimentos a esmo, que não dá sentido nenhum pra narrativa.kkkkk
Um sick girl fora da casinha, amei demais, pensei que ia ser um clichê de sick girl + desajustados, mas surpreendeu nos pequenos detalhes, amei os personagens aleatórios no meio trama. Ai ai o cinema... é tanto, é muito... Tudo bem que choro por qualquer motivo, mas chorei muito pq me fez refletir sobre a vida, sobre morte, sobre tudo, e o legal que os créditos finais é tipo um asmr com barulho de onda que dá pra refletir com calma sobre o filme. Eu poderia fazer uma análise de cada personagem e suas complexidades, o quanto todos são cativantes, me deu vontade assitir hj de novo como eu fazia quando alugava vhs e assistia mais de uma vez antes de devolver. Foi inspirado em peça em forma de livro igual a Incêndios, gostaria de ler
- filme de pessoa com doença terminal é sempre golpe baixo
- mais que tudo é um filme de personagens, mesmo o decorrer da trama deixando um pouco a desejar, as atuações entregam demais
- o final é pedrada, principalmente os pais
É assim que qualquer filme deveria ser.
Eu sei quando um filme ele é verdadeiro feito com a alma. Simplesmente assistam e sintam. Esqueçam a lógica, as estranhezas, só desfrutem ao máximo dessa obra.
Acho interessante notar como a protagonista está cercada de viciados(pais, namorado) e em nenhum momento ela tem essa necessidade desesperada de sair da realidade, tudo que ela quer é justamente a realidade. Mesmo podendo e tendo motivos de sobra pra ficar chapada, ela não faz isso porque ela tá 100% focada em aproveitar o tempo que lhe resta, de maneira real, sem mentiras química e ilusórias, isso é foda.
Tive uma crise de choro muito intensa com a morte dela, todo o desenrolar da cena, a reação que cada pessoa próxima dela tem. A mãe dela escolhe entrar em negação, mesmo com o comportamento estranho do namorado da filha, ela simplesmente escolhe acreditar que está tudo bem, o pai aceita mais rápido e fica em estado de choque por um tempo tentando processar mas não demora pra que ele vá ver o corpo de sua filha e ficar perto dela, enquanto o namorado tenta se manter forte, fumando um cigarro, aí a realidade bate na porta da mãe que desmorona e começa a chorar, gritar, culpar o namorado, ela fica focada em pensar no "e se?" "e se?", e em nenhum momento ela tem coragem de ir até o corpo da filha, ver com seus próprios olhos e aceitar o que inevitavelmente iria ocorrer. Cada um tem sua reação e forma de processar a dor e isso é real pra cacete.
filme extremamente sensível e original, destes que são raros de encontrar.
eliza scalen está incrível, como de praxe.
mesmo sendo uma adolescente, me chamou atenção a sensibilidade da personagem para o mundo e sua autoconfiança e determinação em obter o que queria da vida, ainda que com pouco tempo.
o olhar generoso que ela teve para com o moses fez com que ele próprio pudesse se encarar de outra forma.
o filme também é permeado pela temática das drogas enquanto um escape de sentimentos talvez insuportáveis. mas ao mesmo tempo, é apenas estando sóbrios que podemos apreciar a completude da vida, em suas múltiplas dores e prazeres.
Esse filme me fez chorar ao mesmo tempo que mostrava uma montagem meio desastrada de cenas, sequências meio sem pé nem cabeça. Muitos acontecimentos a esmo, que não dá sentido nenhum pra narrativa.kkkkk
Um sick girl fora da casinha, amei demais, pensei que ia ser um clichê de sick girl + desajustados, mas surpreendeu nos pequenos detalhes, amei os personagens aleatórios no meio trama. Ai ai o cinema... é tanto, é muito...
Tudo bem que choro por qualquer motivo, mas chorei muito pq me fez refletir sobre a vida, sobre morte, sobre tudo, e o legal que os créditos finais é tipo um asmr com barulho de onda que dá pra refletir com calma sobre o filme. Eu poderia fazer uma análise de cada personagem e suas complexidades, o quanto todos são cativantes, me deu vontade assitir hj de novo como eu fazia quando alugava vhs e assistia mais de uma vez antes de devolver. Foi inspirado em peça em forma de livro igual a Incêndios, gostaria de ler