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Data de lançamento
17 Out. 2014Duração
Depois da morte do filho adolescente, um pai (Billy Crudup) tenta reconstruir sua vida. Certo dia ele encontra alguns objetos que pertenciam ao filho, entre os quais uma série letras de músicas e gravações originais. Para honrar a memória do filho, ele decide montar uma banda para tocar estas canções.
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Esse filme mudou a minha vida!
Não há como começar de outra forma, aqui eu realmente encontrei a força e o poder da arte sobre mim.
Estava numa noite de tédio em casa, procurando algo para assistir e me deparei com "fome de viver" (título em português). Dei o play e quando o filme terminou, algo dentro de mim, simplesmente havia se modificado. Senti uma gana tão grande por lutar, por seguir em frente, por vencer minhas dores.
Dentre muitas outras coisas, aqui vamos nos aprofundar no luto de forma visceral.
Não quero deixar spoilers, porque o plot twist desse filme é um dos mais fortes da história do cinema mas, vou mapear a história.
O filme gira em torno de Sam (Com a melhor interpretação da história de Billy Crudup), um pai em luto que largou toda a vida que conhecia e foi morar num barco, numa cidade pequena. Um belo dia, a ex mulher dele aparece com umas fitas cassetes com músicas que o filho compunha e entrega pro Sam, achando que ele gostaria de guardar como recordação. Então, o cara começa a tocar as músicas do filho e forma uma banda com o Quentin, outro personagem principal da história, um menino meio largado, que curte música e não tem muito um lugar no mundo. Quentin é interpretado pelo sublime e magnífico Anton Yelchin (ele dá toda a perfeição necessária ao personagem, a voz é perfeita e assistir o filme hoje, torna tudo mais sensível ainda, pq o ator morreu pouco depois das filmagens de Rudderless). A banda toda é carismática, e tem a Selena Gomez no elenco, brilhando demais.
As músicas são perfeitas, eu decorei todas e escuto sempre! Não são músicas para fazerem sucesso, são feitas para serem encontradas.
Mas, Rudderless não é sobre música. É sobre o que sobra quando tudo desmorona. Por que o Sam não supera, ele aprende a carregar.
William H. Macy, um grande ator, dirige essa obra com uma sensibilidade que poucas vezes vi na tela. Ele nos coloca frente a frente com o luto em estado bruto. Um luto que não é bonito. É sujo, egoísta, cheio de culpa. E que, às vezes, você só volta a viver quando para de fingir ser outra pessoa. Enfim, Macy fez um filme sem leme mesmo, que te deixa à deriva de propósito. E é aí que ele te acerta em cheio.
O filme não te dá um herói, te dá um pai que falhou, que não conhecia o próprio filho e tudo que ele tem para poder se conectar, são fitas cassetes cheias de chiado e o que importa aqui, é quem tem a coragem para cantar a verdade.
Esse filme te faz pensar nas coisas que você só ouve quando já é tarde demais. E mesmo que tarde, ainda dá pra fazer algo honesto com isso. Não para se redimir, mas para não continuar calado.
A música final se chama "Sing Along". E entrou pra minha lista de músicas favoritas da vida inteira. Escutem isso, essa música muda vidas.
"Take a breath and count the stars
Let the world go round without you
If you're somewhere you can hear this song
Sing along
Close your eyes and count to ten
Maybe loves the only answer
I will find a way to sing your song
So sing along"
Talvez, o amor seja mesmo a única resposta.
Filme que se apoia na muleta de um plot twist. Fora isso, bem ok.
As musicas são boas .vi comentários que descobriram o que o filho fez , gente eu já saquei já pelos repórteres no começo do filme
Até hoje escuto stay with me, rip anton yelchin !!!
Pra mim este filme é muito bom! Pela história, principalmente pela mudança de perspectiva que acontece depois da metade do filem, pelas atuações, e pela direção.
Claro, e pelas músicas compostas para este filem. Desde que assisti pela primeira vez, no ano de lançamento, eu baixei as músicas e ainda hoje as escuto.
Revisto em 01/05/2026