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Data de lançamento
9 Set. 2011Duração
Com nada a perder, Frank pega uma arma e decide acabar com os mais idiotas, cruéis e desagradáveis membros da sociedade com uma cúmplice nada usual: Roxy, de 16 anos. A menina partilha do mesmo senso de raiva e falta de pertencimento ao status quo e decide se juntar a Frank em uma caçada a estrelas de reality shows e a outras figuras do cenário de entretenimento dos Estados Unidos, alvejando também cidadãos comuns que aparecem em seus caminhos.
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Esse filme tem muitas camadas: a crise de uma separação, ainda mais no cenário de uma criança envolvida (um potencial simbólico em jogo); a tensão sofrida por questões pessoais; a falta de conectividade com as novidades, pela própria ausência de sentidos mais profundos; a burocracia social em relações efêmeras; e, por último, a negação da própria realidade em detrimento de um tipo de "virtude da verdade" — de uma essência humana que transcende as banalidades e futilidades. No fim, desenha-se um quadro de dificuldade de socialização, mediada pela resistência em tolerar visões de mundo diferentes.
O cenário estadunidense é uma metáfora perfeita para o enredo, pois descreve todas essas questões em suas nuances e camadas mais profundas. No entanto, o filme também explora como certas patologias acontecem pela própria ordem social estabelecida: a flexibilização no uso de armas, a espetacularização da liberdade de expressão e os "ismos" recreativos, dentre outras situações que compõem a sociedade americana. Tais dinâmicas tornam tanto os extremos uma ameaça quanto aqueles que se consideram "normais". Ninguém está a salvo dos excessos que a mídia e suas consequências podem causar.
Essa caricatura dos EUA é interessante, pois funciona como um alerta importante para aqueles que são fãs da cultura do Tio Sam, muitas vezes alimentada pelas redes sociais, TV e cinema. E penso que isso fica ainda mais visível hoje, quando o país reitera os elementos apresentados no filme elevado à enésima potência. O curioso é que existe uma linha de continuidade caso olhemos para trás. No ano de 2002, o cineasta Michael Moore lançou o documentário "Tiros em Columbine", que falava de muitas coisas que vimos no filme e que, infelizmente, testemunhamos hoje. Em seu documentário, Moore resgata o livro do sociólogo Barry Glassner, "A Cultura do Medo", conceito que fica em evidência na obra de ficção ao retratar uma "paranoia coletiva" da sociedade moderna. Essa paranoia está muito associada às nossas percepções do perigo, e não ao risco em si. Uma situação modelada pelo excesso de informações ou pelo desvio de finalidade na apresentação de notícias, temas e emoções pelas mediações da rede que, no fim, visa ao lucro. Tudo se justifica em nome da rentabilidade, mesmo em detrimento do sofrimento alheio, da morte e da dor: o importante é consumir e se alarmar.
Nem dá para acreditar que esse filme é de 2011, poderia facilmente ser deste ano. Crítica sociopolítica muito bem construída e atual. Quando o cansaço pessoal e social predominam e o pacto social é quebrado, o que resta?
O único defeito foi terem falado mal de Green Day
O filme envelheceu muito bem, mesmo mais de 10 anos após ver pela primeira vez, a crítica continua atual e até mais pertinente.
É algo que você não consegue prever a próxima cena.A diversão é certeira,mas a qualidade do roteiro impressiona ainda mais.
>Assistido em 06 de Maio de 2025
Esperava imensamente mais lendo a sinopse e vendo a nota.
Achei que o cara fosse fazer uma lista, achei de péssimo gosto a inserção dessa adolescente cheia de conversas chatas e irritantes.
O filme também mostra a face hipócrita do atirador pois a filha dele é a igual a chloe e mesmo assim ele não a matou.