Acompanhamos dez anos de observações e reflexões do cineasta sobre sua vida, sua família, seu passado no Brasil e na França e o presente em Israel. Há sempre um tom humanista em sua narração e suas imagens. Perlov sempre buscava o outro com sua câmera.
Apesar do gênero documental, que no senso comum é entendido como não-ficcional, os diários David Perlov deixam claro como, na realidade, a realidade é a maior de todas as ficções. Neste cinema-diário, o cotidiano é apresentado a partir de uma narrativa e de recortes de câmera que fluem de forma literária, em que a linguagem poética e a banalidade do do dia a dia convivem naturalmente. Isso que é o mais bonito de perceber nesse filme e no cinema, de modo geral: que a vida bem como nós a entendemos só existe porque somos capazes de criar ficções que estruturam a realidade, tanto individualmente como no palco da vida social.
David Perlov só é personagem de seus filmes na presença da câmera e do recorte cinematográfico (autobiográfico e autoficcional). Na vida, da mesma forma, só existimos na medida em que criamos narrativas e nos ficcionalizamos como personagens de grandes histórias.
Acompanhamos dez anos de observações e reflexões do cineasta sobre sua vida, sua família, seu passado no Brasil e na França e o presente em Israel. Há sempre um tom humanista em sua narração e suas imagens. Perlov sempre buscava o outro com sua câmera.
Apesar do gênero documental, que no senso comum é entendido como não-ficcional, os diários David Perlov deixam claro como, na realidade, a realidade é a maior de todas as ficções. Neste cinema-diário, o cotidiano é apresentado a partir de uma narrativa e de recortes de câmera que fluem de forma literária, em que a linguagem poética e a banalidade do do dia a dia convivem naturalmente. Isso que é o mais bonito de perceber nesse filme e no cinema, de modo geral: que a vida bem como nós a entendemos só existe porque somos capazes de criar ficções que estruturam a realidade, tanto individualmente como no palco da vida social.
David Perlov só é personagem de seus filmes na presença da câmera e do recorte cinematográfico (autobiográfico e autoficcional). Na vida, da mesma forma, só existimos na medida em que criamos narrativas e nos ficcionalizamos como personagens de grandes histórias.