Hong Kong, 1960. Yuddy (Leslie Cheung) é um jovem que descobriu recentemente que a mulher que o criou, uma prostituta bêbada, não é sua mãe biológica. Ela se recusa a dizer quem é sua verdadeira mãe, até que a revelação desencadeia uma série de perturbações mentais em Yuddy.
Paralelamente duas mulheres se apaixonam por ele, que se mostra incapaz de decidir com quem deseja ficar.
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Diferente das outras duas obras que vi do Kar Wai, essa é mais dramática. Tem mais ação. Parece jovial. Mas consegui aproveitar.
- eu não sabia que era uma trilogia, então eu vi os filmes tudo fora de ordem, vi primeiro o amor a flor da pele e por ultimo estou vendo o primeiro
- adoro a ambientação que o diretor faz, o clima e a fotografia são notáveis! e que cenas lindas
- partiu o coração da Maggie Cheung, tem que se ferrar mesmo
- Tony Leung aparecendo só pra preparar a pessoa pro próximo (e melhor de todos) filme da trilogia
02.10.2005
"Sempre pensei que um instante passa muito rápido. Mas às vezes ele dura para sempre. Um dia um cara olhou pro relógio e me disse que naquele minuto se lembraria de mim pra sempre."
Assistir à filmografia do Wong Kar-Wai é um exercício interessante de ir percebendo como o cineasta foi construindo seu estilo tão característico ao longo dos anos.
Aqui em Days of Being WIld, apesar de ainda não ter aquela cara de filme do Wong Kar-Wai com cenários noturnos iluminados com luz neon e trilha sonora marcante, tem um crescimento narrativo em relação ao anterior As Tears Go By. Agora, em vez de ser centrado apenas na história do protagonista, fazendo os secundários apenas orbitarem em torno dele, a história se desdobra em vários pontos dando mais importância a outros personagens tão interessantes (ou mais, para mim) que o protagonista. O romance, as dores do amor perdido e do abandono também ganham mais destaque. Os personagens sofrem, alguns superam, outros não conseguem e vivem de remoer o passado.
P.S.: Achei uma pena a Maggie Cheung não ter aparecido tanto nesse.
Don Juan com complexo de édipo pintado pelas lentes melancólicas e reflexivas, seja quanto ao tempo, memória ou amor, de Kar Wai...
e não pude deixar de lembrar de Canto de Ossanha de Vinícius.
"O homem que diz tô, não tá porque ninguém tá quando quer...
O amor só é bom se doer"