Catherine Ballou, cujo sonho é ser professora, viaja de trem até Wolf City, Wyoming, para visitar seu pai, o rancheiro Frankie Ballou. Mas descobre que ele foi morto pelo pistoleiro contratado por uma grande corporação, que desejava se apossar do rancho da família. Agora, Cat parte em busca de vingança contra os homens que mataram seu pai.
Sem anúncios
Aproveite o melhor do Filmow sem interrupções
Reassistido em 15/08/2026 (via YouTube).
"Cat Ballou" é uma deliciosa e irreverente mistura de faroeste com comédia musical que subverteu os clichês do gênero nos anos 60. Protagonizado por uma jovem e magnética Jane Fonda — no papel da professorinha que se torna fora da lei para vingar a morte do pai —, o filme brilha pelo tom satírico e pelo ritmo ágil, equilibrando perfeitamente a aventura do Velho Oeste com um humor refinado. Me apaixonei por ela quando assisti a esse filme pela primeira vez na antiga TV Record, na extinta atração Série Oscar.
O grande trunfo da produção, sem dúvidas, é a genial estrutura de narrativa musical conduzida por Nat King Cole e Stubby Kaye. Funcionando como menestréis e narradores da trama, a dupla surge em cena cantando "The Ballad of Cat Ballou", amarrando os acontecimentos de forma poética e memorável. Essa participação ganhou um peso histórico e melancólico avassalador, já que se tornou o último trabalho de Nat King Cole; ele faleceu meses antes da estreia oficial, mas deixou sua voz aveludada eternizada na projeção.
Outro ponto alto inquestionável é a atuação de Lee Marvin em papel duplo: o vilão implacável Tim Strawn e o hilário pistoleiro decadente e bêbado Kid Shelleen. A cena em que Shelleen aparece embriagado, montado em um cavalo que parece estar no mesmo estado, encostado na parede, é antológica e garantiu a Marvin um merecido Oscar de Melhor Ator.
Divertido, inovador para a sua época e embalado por uma trilha sonora contagiante, "Cat Ballou" é um clássico cult que envelheceu muito bem. Um daqueles filmes leves e repletos de personalidade que preenchiam as tardes de antigamente e que deixam um forte sentimento de nostalgia.
Como esquecer deste memorável e espirituoso western cômico?
Lee Marvin ganhou o Oscar® de melhor ator por seu papel duplo como o temível assassino sem nariz (foi arrancado por uma mordida numa luta) Tim Strawn e como Kid Shelleen, um atrapalhado beberrão que luta contra o mal. Jane Fonda co-estrela como Catherine Cat Ballou, a ex-professora transformada em fora-da-lei associada a Kid. O cantor Nat King Cole (em seu último filme) e o comediante Stubby Kaye, também participam interpretando a canção-título, A Balada de Cat Ballou. Esta vibrante e alegre aventura da década de 60 continua contagiante e divertida.
"Dívida de Sangue", é um western descompromissado e nostálgico que ainda cumpre com a maravilhosa proposta de entreter os cinéfilos saudosistas.
Eu vi o filme porque sou fã do Nat King Cole, e a achei que a única parte boa do filme era a dele cantando com o outro cara que não sei quem é. O enredo é chato e a Cat Ballou a fracote, o filme não condiz com o que está na música. Tem algumas partes engraçadas como o Kid se preparando, mas não sustentam o filme.
O anacronismo com as roupas é horrível também, tira a graça de ver um filme antigo que não se passa na época do filme. Mas a gota d'água é a Cat Ballou aparecer vestida de calça sarja marrom e blusa caipira em pleno 1890.
Também não entendi porque quando o pai dela foi assassinado todo mundo deu um fodase mas quando ela matou o cara, estavam todos felizes por ela ser enforcada. Que cidade de merda, o que ela deveria ter feito era ter se mudado dali com o pai antes dele morrer. Fiquei feliz que ela fugiu pelo menos.
Descompromissado faroeste cômico protagonizado por Jane Fonda. Não achei nem tão engraçado assim, mas o elenco é tão bom, Jane Fonda e Lee Marvin são tão bons atores e as canções interpretadas por Nat King Cole são tão bacanas que não tem como não dar créditos ao filme.
CAT BALLOU
Direção: Elliot Silverstein
Ano: 1965
Assistido em: 20/02/2023
Não sou o que pode se dizer de fã de faroeste, apesar de gostar muito de filmes da era de ouro de Hollywood, sou obrigado a dizer que o gênero “bang bang” não é um que me chame muito a atenção, obviamente um título ou outro faz-se obrigatório devido à importância do gênero, mas não sou daquele devoradores insaciáveis desse estilo. Vi o nome de “Cat Ballou” em um livro, e fiquei interessado, durante uma breve pesquisa, achei a história interessante o suficiente, e por isso resolvi assistir, e olha não me arrependi.
No final do Século XIX, conhecemos Catherine Ballou, uma doce e meiga professora que viaja para os confins do Wyoming. Lá chegando, o pai de Cat é assassinado por uma poderosa corporação, e ela desolada decide buscar justiça por seu pai morto. Cat se une a um pistoleiro, e mais dois criminosos, com o objetivo de castigar a cidade responsável pela morte de seu pai, mas é claro que isso vai gerar muita confusão naqueles confins do mundo.
O ponto que mais me chamou atenção sobre o filme é o fato dele ser um enorme uma enorme salada de elementos, no bom sentido obviamente. Tudo bem que ele foi produzido na metade da década de 1960 quando o faroeste já não estava mais assim tão por cima, mas buscando conhecer um pouquinho da produção me surpreendi ao saber que a história original é dramática, e que a comédia foi inserida apenas para o filme. E não é que deu certo, a mistureba de faroeste com comédia e musical, é feita na dosagem exata, é aquele tipo de produção que você nunca esperava que fosse dar certo, mas que acabou funcionando, e muito bem.
Jane Fonda do alto da sua beleza, nos conquista rapidamente com uma personagem carismática que tem um excelente arco narrativo, e consegue nos divertir e conquistar rapidamente, também merece destaque Michael Callan no papel de Clay Boone, um herói às avessas vamos dizer assim, e obviamente o grande destaque, Lee Marvin, impecável como seus dois personagens, e apesar de reconhecer que a atuação de Marvin merecia sim ser recompensada, não entendi o fato dele ter ganho um Oscar de melhor ator, já que seu personagem, obviamente é coadjuvante e não protagonista.
Uma grata surpresa “Cat Ballou” é tudo que não esperamos ver em um western, ele pega uma premissa que pode até ser bastante comum ao gênero, mas brinca de uma maneira completamente descompromissada, sem amarras nenhuma as características principais do gênero, ou as expectativas que nós teríamos. Um filme bem gostoso de assistir, e uma boa pedida para quem quiser ver uma sátira do gênero que dominou o Hollywood por tantas décadas e hoje em dia está bem apagadinho, vale muito investir 1h30min nessa história maluca e tão divertida.
PS. Que maravilhoso ver o Nat King Cole cantando as músicas divertidíssimas desse filme, e foi triste também saber que ele morreu meses antes do lançamento sem nem poder conferir o próprio trabalho.