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Zapa (Jorge Román) é um trabalhador de 35 anos que vive em uma remota vila na Argentina rural. Quando seu chefe pede um trabalho especial para alguns clientes, ele concorda - na verdade, não tem outra escolha. Eles arrombam uma farmácia, os "clientes" estufam suas bolsas e Zapa escolta a fuga. Para evitar a prisão, Zapa é forçado a deixar sua família e sua cidade natal, fugindo para Buenos Aires, onde consegue uma vaga como cadete da polícia. Depois de meses de treinamento intenso, ele se forma. Agora é um bonaerense: membro da mais brutal e corrupta força policial da Argentina.
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Não é a oitava maravilha do mundo, mas tem seus momentos interessantes. Destaque para a similaridade com a polícia daqui. Nota 6,0
- mostrando como funciona a corrupção da policia que pelo visto acontece em todo lugar
- o treinamento já tem o intuito de desumanizar, os superiores tratam os debaixo como lixo e eles descontam no povo
- no final se deu bem até
"Você sabe que uma mãe passa a vida toda preocupada com o que os filhos fazem."
Do outro lado da lei #DoOutroLadoDaLei #ElBonaerense Argentina,2002.
Continua impressionante esse longa de 2002 que tanto gostei na época da sua estreia. Pablo Trapero e sua direção crua, filmando realidade em forma de ficção. O longa faz um estudo de como uma o pode ser corroída pela crueldade do mundo, coloca a questão: nascemos ou nos tornamos o que somos? É um filme duro, áspero e muito, mas muito bom!
#JorgeRomán #DaríoLevy #MimiArdú #HugoAnganuzzi #GracianaChironi #CinemaArgentino
Mais um excelente filme do Pablo Trapero. Gostei muito do desenvolvimento bem realista e cotidiano, sem grandes plot twists policiais.
Para mim, a grande sacada deste filme é mostrar como é fácil para um policial ser corrompido. Porque muitos dos que ingressam na força policial não tem estrutura alguma, seja financeira, intelectual ou moral (como é o caso do Zapa). Ou seja, não terão senso crítico ou ético para repudiar certas ações ou comportamentos, quando se depararem com os mesmos. E é este tipo de pessoas que o sistema quer, sem condições de pensar por si próprios, apenas seguindo a maré a acatando ordens. E claro, usando de violência e ameaças quanto estão em posição de superioridade. Triste realidade.
Desde o início da sua carreira como diretor, Trapero sempre tem sido relevante. Recomendo.
Trapero segue em seu segundo longa não se destacando pelo roteiro ou criatividade, mas pelos personagens e submundo que aborda. Porém aqui o interesse despertado foi menor que em "Mundo Grua", que ainda possuía um personagem central mais bem trabalhado...