Mais um filme que, a cada novo contato, a cada nova experiência acrescida, intensifica-se, demonstra-se ainda mais previdente e providencial. Em tese, um procedimento simples, dois rapazes vagueiam pela cidade e conversam sobre tédios e frustrações monetárias, enquanto falam sobre cinema e escolhem o filme que querem ver, enquanto o tempo passa; ou melhor, conversam sobre o porquê de não quererem (re)ver alguns filmes, enquanto percebem tédios e frustrações monetárias, que se refletem nos filmes, enquanto o tempo passa. Análise de conjuntura ditatorial e provocação cinefílica. Um tratado estético e político de primeiríssima qualidade! (WPC>)
Rogério Sganzerla inicia sua carreira cinematográfica com um curta-metragem que tem várias coisas a nos dizer. Um filme de uma geração inquieta, com grandes ideias criativas, mas com crises existenciais e inquietações com o que acontecia ao redor na sociedade. Dois jovens, sem muito o que fazer, procuram uma sessão de cinema. O simples ato de andar e conversar reflete a realidade da juventude da época, marcada pela incerteza e busca por sentido.
Nesse aqui, Sganzerla já esboçava seus traços cinematográficos, brincando com a linguagem, modificando a mise-en-scène e criando um estilo próprio. E o filme é uma metalinguagem poderosa, se intitulando como "Documentário", com a captura da vida cotidiana e diálogos espontâneos, mas claramente é uma obra de ficção.
Os dois jovens estavam indecisos ao que filme assistir, vagueiam por uma São Paulo cheia de cinemas em forma de "estabelecimentos" e não em dentro de Shoppings como hoje em dia, uma gravação até interessante e nostálgica, em observar como era a metrópole naquela época. Todo tipo de filme em cartaz já não interessava mais, todo estilo de gibi e HQ já foi lida, o diretor estava ansioso para criar algo novo e revolucionar o nosso próprio cinema.
Achei interessante pela proposta, sempre atual, mas confesso que o desenrolar não prendeu tanto a minha atenção... Não da forma como eu gostaria. Adorei a conversa afiada dos dois rapazes, dois frustrados, perdidos num mundo globalizado pelas produções audiovisuais provenientes de todas as partes do mundo.
Mais um filme que, a cada novo contato, a cada nova experiência acrescida, intensifica-se, demonstra-se ainda mais previdente e providencial. Em tese, um procedimento simples, dois rapazes vagueiam pela cidade e conversam sobre tédios e frustrações monetárias, enquanto falam sobre cinema e escolhem o filme que querem ver, enquanto o tempo passa; ou melhor, conversam sobre o porquê de não quererem (re)ver alguns filmes, enquanto percebem tédios e frustrações monetárias, que se refletem nos filmes, enquanto o tempo passa. Análise de conjuntura ditatorial e provocação cinefílica. Um tratado estético e político de primeiríssima qualidade! (WPC>)
Legal ver os filmes em cartaz e os cinemas de rua da época!
Filme 005/2026
É que cinema tá ficando um assunto sério demais
Rogério Sganzerla inicia sua carreira cinematográfica com um curta-metragem que tem várias coisas a nos dizer. Um filme de uma geração inquieta, com grandes ideias criativas, mas com crises existenciais e inquietações com o que acontecia ao redor na sociedade. Dois jovens, sem muito o que fazer, procuram uma sessão de cinema. O simples ato de andar e conversar reflete a realidade da juventude da época, marcada pela incerteza e busca por sentido.
Nesse aqui, Sganzerla já esboçava seus traços cinematográficos, brincando com a linguagem, modificando a mise-en-scène e criando um estilo próprio. E o filme é uma metalinguagem poderosa, se intitulando como "Documentário", com a captura da vida cotidiana e diálogos espontâneos, mas claramente é uma obra de ficção.
Os dois jovens estavam indecisos ao que filme assistir, vagueiam por uma São Paulo cheia de cinemas em forma de "estabelecimentos" e não em dentro de Shoppings como hoje em dia, uma gravação até interessante e nostálgica, em observar como era a metrópole naquela época. Todo tipo de filme em cartaz já não interessava mais, todo estilo de gibi e HQ já foi lida, o diretor estava ansioso para criar algo novo e revolucionar o nosso próprio cinema.
que pérola! uma delicia ver como eram os cinemas de rua da época. e muito engraçado o papo dos cinéfilos
Achei interessante pela proposta, sempre atual, mas confesso que o desenrolar não prendeu tanto a minha atenção... Não da forma como eu gostaria. Adorei a conversa afiada dos dois rapazes, dois frustrados, perdidos num mundo globalizado pelas produções audiovisuais provenientes de todas as partes do mundo.