Ok, a intenção é boa e as dificuldades de produção são evidentes, mas achei lamentável a contenção teatral do grande inventor cinematográfico que foi o Rosemberg: o filme torna-se prisioneiro de seu espaço, muito mais que se utiliza dele. Sem contar que o roteiro não soa contestatório, mas niilista aburguesado. Tem bons momentos, mas, no geral, não funcionou comigo, infelizmente! (WPC>)
Tetro-filmado em que se confrontam duas mulheres em vias de se casar. Sob a mesma atmosfera-cênica, temos aí diálogos cheio de reflexões sobre medo, traições, desilusões e amarguras humanas. Luiz Rosemberg Filho fecunda o espetáculo "monólogo-vivo" em que as duas personagens duelam seus sentidos e meio que se confundem nas personalidades. Na realidade, temos um interessante jogo teatral em que se estabelece o uso de um texto que deixa seus personagens soltos em espaço sem tempo-definido. Por vezes, o tom excede na própria pretensão. Por fim, nada mais que uma epifania em que se questionam atos e existencialismo humanos através de enérgicos e verborrágicas indagações.
Verborrágico - independentemente de ser uma característica positiva ou não -, é o adjetivo fundamental ao discorrer sobre DOIS CASAMENTOS. Ana Abbott e Patricia Niedermeier se apropriam do texto e dos gestos teatrais impostos pelo equivocado roteiro de Rosemberg para dar voz aos pensamentos e ideologias do diretor, que apesar da rígida concepção da instituição casamento, não se arrepende do seu próprio (como dito no debate pós-sessão de estréia na Caixa Cultural do RJ neste ano). A produção é competente ao disponibilizar uma locação apropriada para a história e a direção de arte e o figurino são impecáveis. Uma pena que os planos repetitivos de Rosemberg deixem os 70 min. de filme tão modorrentos.
Vale pelo experimentalismo
Ok, a intenção é boa e as dificuldades de produção são evidentes, mas achei lamentável a contenção teatral do grande inventor cinematográfico que foi o Rosemberg: o filme torna-se prisioneiro de seu espaço, muito mais que se utiliza dele. Sem contar que o roteiro não soa contestatório, mas niilista aburguesado. Tem bons momentos, mas, no geral, não funcionou comigo, infelizmente! (WPC>)
Tetro-filmado em que se confrontam duas mulheres em vias de se casar. Sob a mesma atmosfera-cênica, temos aí diálogos cheio de reflexões sobre medo, traições, desilusões e amarguras humanas. Luiz Rosemberg Filho fecunda o espetáculo "monólogo-vivo" em que as duas personagens duelam seus sentidos e meio que se confundem nas personalidades. Na realidade, temos um interessante jogo teatral em que se estabelece o uso de um texto que deixa seus personagens soltos em espaço sem tempo-definido. Por vezes, o tom excede na própria pretensão. Por fim, nada mais que uma epifania em que se questionam atos e existencialismo humanos através de enérgicos e verborrágicas indagações.
Mais um lixo nacional!
Verborrágico - independentemente de ser uma característica positiva ou não -, é o adjetivo fundamental ao discorrer sobre DOIS CASAMENTOS. Ana Abbott e Patricia Niedermeier se apropriam do texto e dos gestos teatrais impostos pelo equivocado roteiro de Rosemberg para dar voz aos pensamentos e ideologias do diretor, que apesar da rígida concepção da instituição casamento, não se arrepende do seu próprio (como dito no debate pós-sessão de estréia na Caixa Cultural do RJ neste ano). A produção é competente ao disponibilizar uma locação apropriada para a história e a direção de arte e o figurino são impecáveis. Uma pena que os planos repetitivos de Rosemberg deixem os 70 min. de filme tão modorrentos.