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Dona Xepa é uma telenovela brasileira exibida pela TV Globo de 24 de maio a 24 de outubro de 1977 em 132 capítulos. Substituiu À Sombra dos Laranjais e foi substituída por Sinhazinha Flô na faixa das 18 horas, sendo a 12.ª "novela das seis" produzida pela emissora.
O folhetim, inspirado na peça teatral homônima de Pedro Bloch, narra o cotidiano da feirante Dona Xepa (Yara Cortes), que cria sozinha os filhos Rosália (Nívea Maria) e Edson (Reynaldo Gonzaga). Apesar das dificuldades financeiras, Xepa faz de tudo para educar os filhos da melhor maneira possível. Os dois ascendem socialmente e passam a ter vergonha da mãe. Rosália tem como objetivo de vida se casar com um homem rico e bem-sucedido e rejeita a paixão que sente por seu vizinho Daniel (Edwin Luisi). Já Edson, que valorizou os sacrifícios de sua mãe, quer ser escritor, mas encontra dificuldades para entrar no mercado de trabalho. Ela se casa com Heitor (Rubens de Falco), cuja madrasta, a socialite falida Glorita (Ana Lúcia Torre), humilha Xepa sempre que pode.
Outros personagens de destaque na história são Corina (Zeny Pereira), grande amiga de Xepa, e Otávio (Cláudio Cavalcanti), filho do proprietário de uma importante cadeia de revistas do país.
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Marília Mendonça: Sentimento Louco
Não estava gostando dos primeiros capítulos, mas confiei no texto do Giba e segui adiante e, após o capítulo 15, na minha opinião, vira um novelão, principalmente quando chega próximo ao capítulo 100. Yara Cortes estava absoluta e coloco no mesmo patamar de Nívea Maria. Possui ótimos diálogos, principalmente sobre a condição da mulher na época, algo que percebi estar sempre presente nas obras do Giba que vi. Acredito que a censura tenha prejudicado um pouco os embates entre Xepa e Rosália; é nítido isso ao ver uma Xepa como uma mãe que apenas faz sacrifícios e não tem um pouco de sangue nos olhos. Faltaram uns tapas na cara da Rosália, que merecia demais pela forma ridícula como tratava a mãe. Edson é outro personagem muito ambíguo, o típico esquerdo-macho castrador. Os personagens possuem muitas nuances que nos permitem julgar e, ao mesmo tempo, acolher. O texto continua atual, o que é lamentável em alguns aspectos da sociedade. Outra coisa a dizer que essa novela é em alguns aspectos, o embrião de Vale Tudo.
Uma boa novela! Yara Cortes eterna. Foi com esse sucesso que Gilberto Braga se encaminharia pro horário nobre da Globo, onde permanece até hoje.
Yara Cortes, fez uma dona Xepa lírica e inesquecível.
Gostei muito...
Novelinha boa!!! Tinha a música do Cassiano em sua trilha sonora. Bons tempos!!