Dirigido por
Duração
Escrava Isaura é uma telenovela brasileira exibida pela TV Globo originalmente de 11 de outubro de 1976 a 5 de fevereiro de 1977, em 100 capítulos. Substituiu O Feijão e o Sonho e foi substituída por À Sombra dos Laranjais na faixa das 18 horas, sendo a 10.ª "novela das seis" produzida pela emissora.
Órfã desde o nascimento, a escrava branca Isaura desconhece quem é seu pai. Sabe apenas que a mãe foi uma mulata, mucama da fazenda onde agora reside. Isaura sempre foi amparada por Ester, sua senhora, que a educou como moça da corte. Sua protetora morre logo no início da trama, e o filho, Leôncio, se torna o administrador dos bens da família. Apaixonado por Isaura e furioso por não ser correspondido, ele se apodera de sua carta de alforria, deixada pela mãe, e aplica castigos cruéis à moça. Isaura também sofre com as intrigas de Rosa, uma escrava má e invejosa.
O desejo por liberdade se torna ainda mais premente quando Isaura se apaixona por Tobias, proprietário de terras vizinhas. O casal tem que enfrentar as perversidades de Leôncio, que se recusa a vender Isaura. O romance acaba tendo um fim trágico quando Leôncio incendeia a cabana onde se encontrava Tobias, desconhecendo que sua própria esposa, Malvina, também estava lá.
Deprimida com a morte de Tobias, Isaura encontra consolo ao descobrir a identidade de seu pai, Miguel, que decide comprá-la para lhe dar a sonhada liberdade. Mas Leôncio não aceita vendê-la e lhe impõe castigos cada vez mais cruéis: ela passa a trabalhar na lavoura, além de assumir outros serviços pesados, e chega a ser presa ao tronco.
Isaura acaba fugindo com o pai e um casal de escravos amigos e vai morar em outra cidade, assumindo a identidade de Elvira. Lá, a moça conhece o jovem abolicionista Álvaro. Mas é desmascarada durante uma festa de gala e forçada a voltar para o seu senhor. Completamente falido, o vilão se suicida no final, após ter todos os bens arrendados por Álvaro, inclusive Isaura.
Sem anúncios
Aproveite o melhor do Filmow sem interrupções
Assisti no ano passado com minha esposa e, este ano, novamente com a minha mãe — porque ela não sabe mexer nessas tecnologias. Então, sempre que venho à casa dela, acabamos maratonando alguns capítulos juntos. Levamos uns seis ou sete meses, acredito eu, mas finalizamos sem enjoar. A novela é realmente muito boa.
Uma das melhores novelas que já assisti. Sempre via matéria sobre ela no extinto Vídeo Show, sabia da sua fama mundial, mas nunca tive oportunidade de assistir, até que a descobri no GloboPlay.
O elenco é excelente, os personagens muito bem desenvolvidos, os diálogos muito bem escrito e a história é muito boa. Realmente como já disse um usuário, ela tem uma reviravolta no capítulo 50. Mas eu adorei todos eles.
Leôncio, Rosa e Francisco são o melhor trio de vilões! Rubens de Falco, Léa Garcia e Isaac Bardavid eram atores excepcionais e foram perfeitos para interpretar pessoas tão perversas. Rubens de Falco tinha presença de palco tão grande que quando entrava em cena já me dava medo!
Lucélia Santos faz uma Isaura tão lindamente, ao mesmo tempo delicada e forte, capaz de se sacrificar em favor do próximo.
Os personagens Santa e André também são muito importantes e carismáticos, assim como Malvina, Henrique, Taís, Carmem, Tobias...E eu amei a Januária! Atores e personagens maravilhosos.
Não me cativou de cara como "A Sucessora", fica com cara de novelão após exatamente o capítulo 50, onde começam a ocorrer fatos decisivos e que transformam a novela. Achei inclusive, que Gilberto Braga foi muito ousado em matar dois dos personagens mais carismáticos da novela. Malvina a meu ver, a melhor personagem feminina da novela. Isaura, fica uma personagem boa, após a metade. Antes disso, é uma personagem muito "católica", chata e correta demais, mas mesmo assim não dá pra torcer pelos vilões, brilhantemente interpretados por Rubens de Falco, Léa Garcia e Isaac Bardavid, eles são cruéis demais. Inclusive, saí apaixonado (mais uma vez) por Rubens de Falco, um ator carismático e camaleônico. Só canastrava nas cenas de grito, mas de resto era espetacular. Seu Leôncio dava medo e que olhar!! Léa Garcia me encantou com sua Rosa tão invejosa, mas ao mesmo tempo humana: era capaz de se compadecer com um irmão de senzala e ao mesmo tempo colocar Isaura no tronco com suas intrigas. Fantástica!! Outro destaque maravilhoso fica por conta de Zeni Pereira e sua maravilhosa Januária, uma personagem estereotipada, mas deliciosa e carismática. Com toda certeza seria cancelada nos dias de hoje por alguns comentários sarcásticos que ela fazia na novela.
Como disse acima, vira o novelão que conhecemos a fama, na metade, com diversos recursos folhetinescos que prendem nossa atenção a cada capítulo. A novela fez sucesso no mundo todo justamente por ser um puro folhetim. Talvez Gilberto Braga a detestasse por isso. Outra coisa importante é a presença do feminismo, com personagens tão fortes, cientes que eram limitadas pelos homens, mas mesmo assim não abaixavam a cabeça. Possui um último capítulo antológico. Quando a finalizei, bateu aquela tristeza e nostalgia de um tempo que não vivi e que não me pertenceu.
Durante muito tempo fiquei com ranço do Rubens de Falco por causa dessa novela. Eu era criança e fiquei com uma raiva do Leôncio.... hahaha!
Assisti diversas vezes . Por ter marcado minha infância , não consigo dar nota menor que 10,0 .