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Duração
Peça criada por Pedro Bloch,fez muito sucesso nos palcos.Dona Xepa(Alda Garrido) trabalha na feira, onde se diverte e bate boca com os colegas e a vizinhança, deixando sempre à mostra seu temperamento estourado e rude de mulher do povo, para vergonha de sua filha Rosália(Odete Lara), que quer se dá bem e largar a vida de pobreza na vila. Xêpa tem outro filho, o inventor Edson (Herval Rossano), e não mede sacrifícios para que ele possa concluir seu invento, uma máquina geradora de energia nuclear cobiçada por uma gangue de escroques. O texto de Bloch - que aqui tem roteiro de Evangelista e Alípio Ramos -mistura comédia e melodrama.
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O problema do filme é que ele já começa nos provocando antipatia por quase todos os personagens, incluindo a própria protagonista, Dona Xepa, que em poucos segundo já incomoda com seu temperamento difícil e falar gritado e jeito estourado, já o seu filho Edson, que poderia ter tido uma construção de personalidade mais receptivo, se mostra um sujeito chato logo na sua primeira aparição, mas que, ainda bem, vai mudando de impressão no decorrer do filme, mas sem que isso faça a gente criar muito apreço a sua imagem, ficamos indiferente com a sua situação, enquanto a filha de Dona Xepa, Rosália, é a concepção da moça que tem vergonha da mãe por sua condição humilde e se irrita por ser pobre, ou seja, no caso dela, a personagem é pra ser propositalmente repulsiva.
No meio de tantos integrantes principais gerando aversão, fica difícil sentir afinidade pelos personagens, acabamos tendo pouca conexão com eles, mas nem tudo está perdido, graças aos coadjuvantes. São os não protagonistas que salvam o filme e nos tiram risadas e nos provocam simpatia durante a trama, principalmente Colé Santana, com o seu Coralino, e a incrível Zezé Macedo como Camila, que apesar de terem poucos momentos na tela, são eles que fazem a gente abrir um sorriso quando aparecem em cena.
Aliás, Zezé Macedo, que ficou mais conhecida do grande público por conta da personagem Dona Bela da "Escolinha do Professor Raimundo", tem uma história no cinema nos tempos da chanchada que merece ser reconhecida, que talento ela tinha no campo do humor, que de maneira simples conseguia nos fazer rir naturalmente. Grande Zezé!
Um filme regular, com altos e baixos.
Assisti a essa comédia dramática nacional na TV Cultura, não achei tão boa assim, mas a história é legal e tem seus momentos engraçados.
Alguém sabe de algum link? Filmes como esse são tão difíceis de achar =/
IMPRIMATUR - visto pela TV em 2014:
Cheguei a ver algumas vezes a atriz Ângela Leal (boa atuação em produto ruim) nessa última versão de dona Xêpa, mas sempre creditava o fracasso da novela por causa dessa caracterização ser chata por excelência. É isso mesmo, a personagem é chata em qualquer versão! Aqui até temos um filme saudosista e com uma simpatia à moda italiana, porém, esse foco no filho inventor (inventor?!), mesmo para comédia, atrapalha toda a história.
Avaliação em nota: 6.9
Genial, ½ estrela extra pela válvula isocrônica. Bom matar a saudade das Biscoito e Dona Bela. Curioso notar como em 59 um liquidificador e uma geladeira colocavam o indivíduo na classe alta. Além da Xêpa, ri com as doideiras do Coralino.