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Data de lançamento
21 Set. 1999Duração
Libby Parsons (Ashley Judd) sai para velejar com o marido e adormece. Ao acordar, sozinha, está com o roupão manchado de sangue e uma faca na mão. Encontrada pela polícia, é condenada pelo assassinato do marido, cujo corpo nunca fora encontrado. Passa então a guarda do filho para sua melhor amiga, Angela (Annabeth Gish), e, já dentro da prisão, descobre acidentalmente que seu marido Nick (Bruce Greenwood) está vivo e vivendo com Angela e seu filho. A partir de então, começa a treinar para poder se vingar quando sair em condicional, já que as leis americanas proíbem uma pessoa de ser condenada pelo mesmo crime por duas vezes.
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19.09.26 Casa
Baita filme, uma sensação ótima de esta vivendo os anos 90 denovo, a fotografia ajuda a manter essa temática. Do meio pro final o filme tem tantas formas de finalizar que me deu ansiedade de imaginar os múltiplos desfecho pro longa, mas no meu ver foi ok o escolhido, outra coisa que gostei foi o filme nao ser apelativo nas cenas, como vemos em outros filmes por ai, tudo que foi entregue é bem plausível no meu ponto de vista.
4/5
Tem muito roteiro nesse furo.
Um suspense policial com cara e cheiro de Supercine. Uma trama simples, que prende do início ao fim, contando com um elenco competente. Ashley Judd não entrega tanto como protagonista na atuação, mas é funcional quando necessário. É bom ver Tommy Lee Jones além da função de autoridade rabugenta que se tornou a partir dos anos 2000. Tudo é um tanto simplista e maniqueísta, mas o que importa é que diverte e funciona.
Risco duplo parte de uma ideia irresistível e constrói um suspense eficiente justamente porque entende o valor de uma boa premissa. A noção de uma mulher injustamente condenada que acredita poder buscar vingança sem sofrer novas consequências legais desperta curiosidade imediata, mesmo que o filme tome diversas liberdades com a realidade jurídica. O resultado é menos um estudo sobre justiça e mais um suspense focado em entretenimento.
A história acompanha Libby Parsons, uma mulher condenada pelo suposto assassinato do marido. Durante o cumprimento da pena, ela descobre que foi vítima de uma elaborada armação e que o homem continua vivo. Ao deixar a prisão, inicia uma busca obsessiva para encontrá-lo, enquanto é monitorada por um oficial responsável por garantir que ela não viole as condições de sua liberdade.
O filme trabalha temas como traição, manipulação e obsessão por justiça. A ideia de reconstruir a própria vida após perder tudo funciona como motor emocional da narrativa, ainda que o roteiro simplifique muitos dilemas morais. O conceito do "risco duplo" serve mais como combustível dramático do que como uma discussão séria sobre o sistema judicial, e essa escolha exige certa suspensão da descrença.
Os personagens são construídos de forma funcional. Libby é uma protagonista determinada e fácil de acompanhar, sustentada por uma atuação convincente de Ashley Judd. Já Tommy Lee Jones adiciona carisma ao papel do agente que a persegue, equilibrando autoridade e humanidade. O antagonista, embora eficiente, acaba sendo desenvolvido de maneira mais convencional do que a premissa sugeria.
A direção aposta em um ritmo constante e evita excessos estilísticos. As cenas de perseguição e investigação são objetivas, mantendo a narrativa sempre em movimento. A montagem contribui para que o suspense raramente perca intensidade, embora algumas coincidências do roteiro enfraqueçam a credibilidade em determinados momentos.
A experiência é extremamente agradável para quem aprecia suspenses dos anos 90. O filme sabe prender a atenção, alternando mistério, ação e tensão sem permitir grandes quedas de ritmo. Mesmo quando força situações pouco plausíveis, a narrativa mantém o interesse graças ao carisma do elenco e à eficiência com que conduz seus conflitos.
No fim, Risco Duplo não pretende reinventar o gênero, mas entende perfeitamente sua missão. É um suspense comercial bem construído, que privilegia o entretenimento acima do realismo e entrega exatamente o que promete. Suas falhas existem, porém dificilmente comprometem o prazer de acompanhar a jornada da protagonista.
Nota: 7,3
Duplo risco, dupla decepção
A sinopse desse filme possui uma premissa interessante. Nada faz com que nos conectemos a um personagem, do que a sensação de injustiça e o desejo de vingança. Apesar disso, o filme acaba indo por rumos decepcionantes, especialmente por causa de como a personagem Libby Parsons foi escrita e pelas decisões do roteiro do filme.
A premissa do filme cria uma expectativa de que a protagonista evoluirá e voltará diferente, se tornando mais preparada, esperta e terá algum plano articulado para conseguir encontrar seu ex-marido e seu filho, e que utilizará a tal lei que a impediria de ser condenada novamente pelo mesmo crime.
Entretanto, o filme não supre essas expectativas em nenhum momento.
O filme gasta mais tempo mostrando a protagonista tentando burlar a condicional e investigando o desaparecimento do ex-marido do que mostrando a construção da "vingança" proposta pela trama. Pra piorar, a personagem se mostra a mesma ingênua (burra) novamente sempre que tem oportunidade, caindo facilmente em várias ciladas propostas pelo antagonista.
Ela até demonstra alguns momentos de esperteza, porém usa isso para conseguir vantagens sobre pessoas aleatórias, mas não em quem ela realmente planeja se vingar,
como quando ela consegue um vestido na conta de uma ricaça ou quando entra de penetra numa festa.
A tal "vingança" da personagem,
consiste apenas em chegar no ex-marido, e mandar ele entregar o filho pra ela, senão ela revelaria que ele não é quem diz ser, algo que até poderia ser efetivo durante uma festa comandada por ele, mas após esse momento perderia todo o efeito, pois seria facilmente desmentido.
Por mais que Ashley Judd tenha uma boa performance, sua personagem é limitada pelo roteiro fraco do filme e pela falta de bons coadjuvantes para contracenar com ela.
Bruce Greenwood entrega um antagonista caricato e genérico, enquanto Tommy Lee Jones está no automático, interpretando o mesmo policial que já interpretou em outros filmes, apesar de entregar carisma.
No fim, Risco Duplo seria até um filme divertido para se assistir na época do lançamento, mas hoje em dia se mostra bem datado, cheio de maneirismos dos anos 90, além de ter uma trama extremamente decepcionante, pois não entrega nada do esperado pela proposta do filme.