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Filme sobre a vida do renomado escritor russo de origem armênia Sergei Dovlatov. As ações do filme se desenrolam em 1971, contando sobre quatro dias na vida do famoso escritor. O filme levanta a questão eterna da cultura russa e europeia - a questão da escolha moral.
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Indicado ao Urso de Ouro e vencedor de um prêmio fora da competição principal no Festival de Berlim. Não conheço a obra de Dovlatov, fato que talvez venha a remediar, mas não posso dizer que nutri muita simpatia pelo personagem título durante a película: mimado, irresponsável e pedante. O filme demora demais para se tornar interessante, porém em sua reta final eu confesso que estava grudado na tela, por isso ganhou pontos na minha nota. É mais interessante pelo cenário em torno que vai sendo construído do que pelo personagem em si. Há diálogos ótimos e situações que despertam uma excelente discussão. No geral é um bom filme, mas é muito de nicho, maioria das pessoas não irão gostar. Não posso terminar sem falar da atuação do Milan Maric, que faz um excelente trabalho como Dovlatov, é ele que segura boa parte das partes que não funcionam tão bem, mantendo o telespectador interessado. A parte técnica é impecável.
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Ainda que seja um bom poeta e as ultimas falas valem a produção. A obra é arrastada e precisa ter paciência para assistir um nada que é o filme inteiro.
Veja ou não como quiser *__*
Nota: 3 e meia
Ainda que seja um filme difícil, longo e arrastado, vale pelo retrato sombrio da Leningrado dos anos 70 e pela homenagem que presta à literatura russa.
A opção foi um relato não-convencional, centrado em diálogos esparsos e encontros casuais, o que pode parecer desconexo a princípio. Mas o fio condutor permanece nas variadas cenas e mantém uma atmosfera de desesperança e fastio.
Há algo de espetacular na forma com que Milan Maric dá vida a Sergei Dovlatov, como um homem absolutamente refém de sua própria complexidade de pensamento, o que o tornou uma pessoa muito introspectiva, ao mesmo tempo que nunca deixa de ser um homem normal, com relações normais, com conflitos reais. Pra um filme que se apoia tanto em diálogos, uma performance ousada como essa poderia facilmente descambar pra algo completamente diferente do naturalista, mas o resultado aqui é maravilhoso. Ele é a alma do filme. Mas Dovlatov tem uma mixagem de som horrível. O que, num filme que é diálogo o tempo todo, incomoda muito.