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Data de lançamento
29 Jan. 1964Duração
Um general americano ordena um bombardeio à União Soviética, desencadeando um possível holocausto nuclear, enquanto uma sala cheia de políticos e generais tenta freneticamente evitar.
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Ver esse Filme em tempos de guerra dá a ele e suas piadas outro significado! Como passados 60 anos o roteiro continua tão atualizado????
Genial!
Achei bem interessante, tem algumas loucuras em determinadas horas mas acrescentam ao todo do filme. Quando vi era uma cópia dublada, legal é lógico mas queria rever legendado, acho que esse tipo de filme o que vale é a interpretação dos atores e muda realmente a tônica do filme.
as melhores cenas são as do telefone... da mulher, com o russo... e toda a ameaça comunista que vem no fluor. kkkk
linda música.
Dá primeira vez que assisti, uns dez anos atrás, simplesmente não reteve minha atenção, é até difícil falar que eu vi, pois não prestei atenção em quase nada. Resolvi rever, achando que realmente não seria tão bom quanto os outros filmes do diretor. E, até o final, estava dando uma nota 8, talvez 8.5.
Aliás, não lembrava nem que esse filme era uma sátira, para verem como não tinha prestado atenção. É impressão minha ou o Kubrick passou por todos os gêneros? Comédia, terror, ação, suspense. Acho que só faltou romance, embora não tenha assistido ainda toda a filmografia do diretor.
Bem, as cenas que se passam no avião são bem sem graça. O primeiro ato do filme é estranho, o modo como começa a contar a história através de várias ações militares parelas expositivas, mas expositivas de coisas que não sabemos é estranho e quase chega a ser um pouco chato. Entretanto, no segundo ato as coisas andam, mesmo com o filme com esse tom meio estranho, que contribui para a sátira.
O roteiro é baseado em um livro (que não li) e é inteligente. Kubrick dirige bem, com bom timming para a comédia e trazendo até boas cenas de ação e tiroteio, inclusive a cena do míssel, que é a única cena legalzinha no avião. Kubrick também constrói muito bem as cenas na sala de guerra, totalmente dialogais, e que também são muito bem executadas pelos atores, em ótimas performances.
Mas, o que me fez aumentar a nota para um 9 (ou 4.5 no padrão aqui do site), foi a última cena, que é uma conclusão genial em sua crítica.
Strangelove era um cientista nazista que está tendo sua inteligência reaproveitada pelos EUA mesmo com seu passado no nazismo. Ao mesmo tempo, sugere uma solução que retoma um pouco a hedionda limpeza étnica do antigo regime alemão (chegando até a fazer a famigerada saudação). E, no fim, mesmo na eminência do fim do mundo, os poderosos, praticamente todos homens brancos, não só sobrevivem, como vão ter mulheres à vontade, não sentido o menino de compaixão pelos milhões de mortos, chegando mesmo a ficarem felizes com a solução encontrada, sem sentirem o mínimo de pesar. A fala final de Strangelove vale o filme e é um dos grande momentos do diretor. E justifica o título, pois, agora, com mulheres à vontade, todos ali pararam de se preocupar e passaram a amar a bomba. Mesmo que várias vidas irão se perder no processo. A principal característica em comum dos poderosos, no fim, é o egoísmo.
Nota: 8.6.