Estamos em um grande hospital nos arredores de uma pequena cidade no meio da floresta da Turíngia, região central da Alemanha. É aqui que Johannes realiza seu serviço militar alternativo. O médico-chefe, diretor geral do lugar e amigo da família, foi quem o recrutou. Lá, Johannes conhece Ana. Na noite do primeiro beijo entre os dois, um criminoso sexual escapa do hospital. Sua fuga e a busca frenética da polícia acompanham a história de Johannes e Ana – uma história de amor sem futuro e que transcende fronteiras. Primeira parte da trilogia Dreileben, foi exibido em Berlim 2011.
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Este filme tem algo que o Petzold consegue fazer como poucos: mostrar personagens questionáveis enquanto protagonistas. Quem tem a história contada ali é muito questionável, muito dúbio, equivocado.
Também é legal como ele gosta de contar uma história menor frente a algo maior que ocorre por traz: é como se fosse um grande romance épico de época, mas não é um grande romance nem é épico tampouco é de época, é só uma história cotidiana sobre uma coisa cotidiana e contemporânea.
Gosto também da projeção que o protagonista tem sobre a namoradinha dele. A forma como ele fica bravo quando ela repete uma coisa que fez com outro rapaz, ao mesmo tempo em que ele claramente repete várias coisas com ela que ele faz com outra namorada.
Um belo exemplo do quão nocivo é um adulto que não sabe falar 'não'.
Pra quem gostou, recomendo Afire. Tem um protagonista desprezível.
De todos que eu assisti, é o filme mais fraco do diretor. Personagens passam a maior parte do filme com a mesma profundidade que uma porta. Em dado momento melhora, só que na minha opinião, não é o suficiente pra esquecer todas as falhas da primeira metade. Ainda assim vale a exibição, fiquei curioso para ver os outros dessa trilogia comunitária aí.