1899: O francês Claude se torna amigo da inglesa Anne, que o convida a ir para o País de Gales, para conhecer sua irmã Muriel. É o início de um conturbado triângulo amoroso.
Baseado em livro de Henri Pierre Roché, o mesmo escritor de Jules e Jim; As Duas Inglesas e o Amor é um filme inesquecível sobre amores roubados, felicidade e vidas fracassadas.
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Um romance de época fabuloso com Jean-Pierre Léaud no auge de sua beleza.
O filme tem semelhanças com outros do Truffaut, mas aqui acho que não funcionou muito. A ambientação é fraca, talvez por falta de orçamento, e as atuações não convencem, embora entenda o típico exagero do romantismo e também entenda que o padrão de atuação era diferente. Outra coisa que sempre incomoda nos filmes franceses da época é a narração e o Truffaut gostava de insistir nisso. Enfim, bem longe dos melhores dele. 22/09/2024
Além de alguns vislumbres da Belle Époque, a única coisa realmente interessante nesse filme foi o contraste entre sua primeira parte, de um romantismo beirando o anacronismo (até fiquei surpreso quando vi que o romance não tinha sido escrito durante o Romantismo), e a segunda, bem mais sexual, desencantada e carnal. Inclusive, fiquei positivamente surpreso com a naturalidade que relacionamentos abertos foram abordados.
Mas, além disso, acho que muito pouco se salva... Nenhum dos personagens e seus relacionamentos cativa, com um protagonista particularmente insosso. O filme se escora em excesso na narração monótona, apática e atropelada do próprio Truffaut, confiando à exposição eventos e sentimentos que seriam muito mais marcantes se fossem mostrados ou expressados pelos atores.
"Duas Inglesas e o Amor" talvez seja o filme de Truffaut que menos gostei já que os relacionamentos entre Claude e as irmãs não me pareceu nem um pouco cativante. Fiquei pensando em como se outras atrizes fizessem os papéis principais o filme poderia melhorar já que JP Léaud geralmente vai muito bem nos filmes de FT, em particular Isabelle Adjani no papel de Anne, já que ela lembra fisicamente Kika Markham, e este é o relacionamento que mais empolga as quase 2 horas de filme. Muriel infelizmente achei uma personagem bem desagradável com entre outros momentos um patético desmaio após ler uma carta.
Trata-se de um dos filmes mais amorosos de Truffaut.Não há como escapar do trio de personagem altamente em sintonia.Todos os cantos visitados,todas as palavras faladas nos levam para momentos gloriosos no gênero.A trilha sonora sempre suave melhora rapidamente o clima.