Uma comédia sobre um homem de meia-idade que odeia a todos, incluindo a si próprio. Um professor de poesia que tem 49 anos, xinga seus vizinhos e vive todos os nossos medos e obsessões. E mais alguns.
"Meu companheiro de jornada, você construiu esse montinho escuro para viver como um cupim, protegido do sol. Enrolou-se numa bola, num casulo de manias, no sufocante ritual da vida cotidiana. E mesmo que isso o faça enlouquecer mais a cada dia, você construiu com cuidado a muralha desses rituais, contra os ventos, as marés, estrelas e sentimentos. Custou-lhe muito esquecer, a cada dia, da sua condição humana. Hoje, o barro que lhe dava forma, secou. Endureceu. Nunca ninguém conseguirá despertar em você um astrônomo, um músico, um altruísta, um poeta... um homem."
Uma rotina de vida seguida com rigidez militar , uma quantidade absurda de TOC's, um filme original, provando mais uma vez que a Polônia é um lugar onde se faz bom cinema.
Ótimo filme que consegue manter com competência o difícil equilíbrio entre o drama e o cômico (os dois ingredientes fundamentais da vida) ao mostrar a trajetória de um homem que poderia pertencer a qualquer lugar do mundo. As inquietações do personagem, carregadas de raiva e de amargura, são transmitidas até com certa leveza embora não deixemos de perceber a dramaticidade por trás de tudo.
O cotidiano de uma personalidade obsessivo-compulsiva nunca foi tão risível (na minha opinião, muito melhor exibido do que no filme "Melhor é impossível") apesar da "prisão" em que se encontra o personagem: o "homem superior", ferozmente crítico e "sincero". Entretanto, apenas mais um entre milhões a se lamentar pelas oportunidades perdidas, mais um a defender seu espaço dos que gritam à sua porta, como se esperasse algo melhor do que isso. E a cruel e "inevitável" constatação: "Na minha vida não tive espaço nem tempo para a mulher da minha vida". Uma ótima leitura de um mal universal.
Achei bem estranho e gostei! Achei o ator principal um gato.
"Meu companheiro de jornada, você construiu esse montinho escuro para viver como um cupim, protegido do sol. Enrolou-se numa bola, num casulo de manias, no sufocante ritual da vida cotidiana. E mesmo que isso o faça enlouquecer mais a cada dia, você construiu com cuidado a muralha desses rituais, contra os ventos, as marés, estrelas e sentimentos. Custou-lhe muito esquecer, a cada dia, da sua condição humana. Hoje, o barro que lhe dava forma, secou. Endureceu. Nunca ninguém conseguirá despertar em você um astrônomo, um músico, um altruísta, um poeta... um homem."
Ah, o cinema polonês!
Uma rotina de vida seguida com rigidez militar , uma quantidade absurda de TOC's, um filme original, provando mais uma vez que a Polônia é um lugar onde se faz bom cinema.
Ótimo filme que consegue manter com competência o difícil equilíbrio entre o drama e o cômico (os dois ingredientes fundamentais da vida) ao mostrar a trajetória de um homem que poderia pertencer a qualquer lugar do mundo. As inquietações do personagem, carregadas de raiva e de amargura, são transmitidas até com certa leveza embora não deixemos de perceber a dramaticidade por trás de tudo.
O cotidiano de uma personalidade obsessivo-compulsiva nunca foi tão risível (na minha opinião, muito melhor exibido do que no filme "Melhor é impossível") apesar da "prisão" em que se encontra o personagem: o "homem superior", ferozmente crítico e "sincero". Entretanto, apenas mais um entre milhões a se lamentar pelas oportunidades perdidas, mais um a defender seu espaço dos que gritam à sua porta, como se esperasse algo melhor do que isso. E a cruel e "inevitável" constatação: "Na minha vida não tive espaço nem tempo para a mulher da minha vida". Uma ótima leitura de um mal universal.