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Sinopse
Edu Sterblitch e Tatá Werneck apresentam, comentam e recriam o próprio programa enquanto ele acontece, com esquetes, paródias de internet e comerciais que ninguém pediu.
Tem uma pegada meio comédia mtv. Algumas sketchs boas outras nem tanto, mas todas são ridículas, algumas chegando até a ser nonsense. Da pra passar o tempo até.
'E.T.: Edu e Tatá' mostra que o humor absurdo ainda tem espaço na televisão brasileira!
Em uma época em que boa parte da comédia televisiva busca dialogar com tendências das redes sociais ou aposta em formatos mais engessados, E.T.: Edu e Tatá segue um caminho diferente. O programa estrelado por Tatá Werneck e Eduardo Sterblitch resgata um tipo de humor baseado no exagero, no improviso e na completa falta de lógica — uma tradição que marcou diferentes fases da televisão brasileira, mas que se tornou cada vez mais rara.
Exibido no Multishow e disponível no Globoplay, o humorístico reúne dois dos artistas mais inventivos da comédia nacional. Cada um possui uma identidade muito própria: Tatá domina o improviso verbal, dispara piadas em velocidade impressionante e transforma qualquer diálogo em um campo fértil para trocadilhos e respostas inesperadas. Já Sterblitch trabalha sobretudo com a fisicalidade, explorando expressões, movimentos e personagens excêntricos capazes de arrancar risadas apenas pela forma como ocupam a cena.
A parceria entre os dois cria uma dinâmica difícil de encontrar na televisão atual. Em vez de buscar realismo ou comentários sociais mais elaborados, E.T.: Edu e Tatá abraça o nonsense como principal ferramenta cômica.
Ao lado do roteirista Rafael Queiroga, a dupla apresenta uma sequência de esquetes independentes que variam bastante de estilo. Algumas claramente conversam com a linguagem veloz dos vídeos curtos da internet, enquanto outras recuperam elementos clássicos do besteirol que fez sucesso em programas históricos da TV brasileira.
Naturalmente, nem todos os quadros funcionam com a mesma eficiência. Algumas ideias se esgotam rapidamente, enquanto outras parecem depender demais de referências específicas para surtirem efeito. Ainda assim, quando a química entre Tatá e Sterblitch encontra o roteiro certo, o resultado é excelente.
Os momentos mais inspirados surgem justamente quando o absurdo assume o controle. Casais discutem pelos motivos mais improváveis, mal-entendidos crescem até se tornarem situações completamente sem sentido e diálogos cotidianos terminam em conclusões inesperadas. É um tipo de humor que lembra produções como TV Pirata, Os Normais e até grupos internacionais especializados em esquetes surreais, demonstrando que a lógica nem sempre é necessária para provocar boas risadas.
As paródias também ocupam espaço importante. Algumas funcionam apenas como brincadeiras rápidas, mas outras encontram soluções bastante criativas. Um dos melhores exemplos transforma a novela infantil Carrossel em uma competição culinária inspirada em MasterChef, aproveitando de maneira divertida a participação de Paola Carosella para potencializar o jogo de palavras que dá origem ao quadro.
Outro acerto está na forma como o programa utiliza referências da televisão brasileira. Em uma das esquetes mais engraçadas, uma personagem simplesmente não consegue se comunicar sem repetir bordões clássicos do SBT, criando uma sequência de nostalgia e humor que conversa diretamente com quem cresceu acompanhando a programação da emissora.
Eduardo Sterblitch ainda aproveita o espaço para revisitar personagens marcantes de sua carreira, trazendo de volta figuras populares da época do Pânico na TV. O retorno desses personagens dentro da Globo tem um sabor curioso, quebrando barreiras que durante muito tempo pareciam improváveis dentro da televisão aberta.
É verdade que E.T.: Edu e Tatá dificilmente agradará a todos os públicos. Seu humor muitas vezes depende do exagero, da improvisação e de piadas deliberadamente absurdas, características que naturalmente dividem opiniões. Alguns quadros parecem funcionar melhor como vídeos compartilhados nas redes sociais do que dentro da estrutura tradicional de um programa televisivo.
Ainda assim, isso pouco diminui o principal mérito da produção. O grande atrativo está justamente em assistir dois humoristas plenamente conscientes de suas qualidades explorando aquilo que fazem melhor: transformar o ridículo em espetáculo. Sem receio de parecer infantil, exagerado ou completamente sem sentido, Tatá Werneck e Eduardo Sterblitch provam que o humor nonsense continua capaz de surpreender e divertir quando encontra intérpretes com tamanho domínio da comédia.
Mais do que uma coleção de esquetes, E.T.: Edu e Tatá funciona como uma celebração da liberdade de fazer rir por meio da bobagem. E, em tempos de humor cada vez mais previsível, isso já é um mérito considerável.
claro tem suas falhas e pontos baixos, porém em sua maior parte são sacadas boas, ora fortes, umas geniais. Merecem muito reconhecimento para o projeto, para cada e ambos. Tomara que venha nova temporada. BORA LÁ PERGUNTAR PRA GLOBO.
Tem uma pegada meio comédia mtv.
Algumas sketchs boas outras nem tanto, mas todas são ridículas, algumas chegando até a ser nonsense.
Da pra passar o tempo até.
'E.T.: Edu e Tatá' mostra que o humor absurdo ainda tem espaço na televisão brasileira!
Em uma época em que boa parte da comédia televisiva busca dialogar com tendências das redes sociais ou aposta em formatos mais engessados, E.T.: Edu e Tatá segue um caminho diferente. O programa estrelado por Tatá Werneck e Eduardo Sterblitch resgata um tipo de humor baseado no exagero, no improviso e na completa falta de lógica — uma tradição que marcou diferentes fases da televisão brasileira, mas que se tornou cada vez mais rara.
Exibido no Multishow e disponível no Globoplay, o humorístico reúne dois dos artistas mais inventivos da comédia nacional. Cada um possui uma identidade muito própria: Tatá domina o improviso verbal, dispara piadas em velocidade impressionante e transforma qualquer diálogo em um campo fértil para trocadilhos e respostas inesperadas. Já Sterblitch trabalha sobretudo com a fisicalidade, explorando expressões, movimentos e personagens excêntricos capazes de arrancar risadas apenas pela forma como ocupam a cena.
A parceria entre os dois cria uma dinâmica difícil de encontrar na televisão atual. Em vez de buscar realismo ou comentários sociais mais elaborados, E.T.: Edu e Tatá abraça o nonsense como principal ferramenta cômica.
Ao lado do roteirista Rafael Queiroga, a dupla apresenta uma sequência de esquetes independentes que variam bastante de estilo. Algumas claramente conversam com a linguagem veloz dos vídeos curtos da internet, enquanto outras recuperam elementos clássicos do besteirol que fez sucesso em programas históricos da TV brasileira.
Naturalmente, nem todos os quadros funcionam com a mesma eficiência. Algumas ideias se esgotam rapidamente, enquanto outras parecem depender demais de referências específicas para surtirem efeito. Ainda assim, quando a química entre Tatá e Sterblitch encontra o roteiro certo, o resultado é excelente.
Os momentos mais inspirados surgem justamente quando o absurdo assume o controle. Casais discutem pelos motivos mais improváveis, mal-entendidos crescem até se tornarem situações completamente sem sentido e diálogos cotidianos terminam em conclusões inesperadas. É um tipo de humor que lembra produções como TV Pirata, Os Normais e até grupos internacionais especializados em esquetes surreais, demonstrando que a lógica nem sempre é necessária para provocar boas risadas.
As paródias também ocupam espaço importante. Algumas funcionam apenas como brincadeiras rápidas, mas outras encontram soluções bastante criativas. Um dos melhores exemplos transforma a novela infantil Carrossel em uma competição culinária inspirada em MasterChef, aproveitando de maneira divertida a participação de Paola Carosella para potencializar o jogo de palavras que dá origem ao quadro.
Outro acerto está na forma como o programa utiliza referências da televisão brasileira. Em uma das esquetes mais engraçadas, uma personagem simplesmente não consegue se comunicar sem repetir bordões clássicos do SBT, criando uma sequência de nostalgia e humor que conversa diretamente com quem cresceu acompanhando a programação da emissora.
Eduardo Sterblitch ainda aproveita o espaço para revisitar personagens marcantes de sua carreira, trazendo de volta figuras populares da época do Pânico na TV. O retorno desses personagens dentro da Globo tem um sabor curioso, quebrando barreiras que durante muito tempo pareciam improváveis dentro da televisão aberta.
É verdade que E.T.: Edu e Tatá dificilmente agradará a todos os públicos. Seu humor muitas vezes depende do exagero, da improvisação e de piadas deliberadamente absurdas, características que naturalmente dividem opiniões. Alguns quadros parecem funcionar melhor como vídeos compartilhados nas redes sociais do que dentro da estrutura tradicional de um programa televisivo.
Ainda assim, isso pouco diminui o principal mérito da produção. O grande atrativo está justamente em assistir dois humoristas plenamente conscientes de suas qualidades explorando aquilo que fazem melhor: transformar o ridículo em espetáculo. Sem receio de parecer infantil, exagerado ou completamente sem sentido, Tatá Werneck e Eduardo Sterblitch provam que o humor nonsense continua capaz de surpreender e divertir quando encontra intérpretes com tamanho domínio da comédia.
Mais do que uma coleção de esquetes, E.T.: Edu e Tatá funciona como uma celebração da liberdade de fazer rir por meio da bobagem. E, em tempos de humor cada vez mais previsível, isso já é um mérito considerável.
claro tem suas falhas e pontos baixos, porém em sua maior parte são sacadas boas, ora fortes, umas geniais. Merecem muito reconhecimento para o projeto, para cada e ambos.
Tomara que venha nova temporada. BORA LÁ PERGUNTAR PRA GLOBO.
Parece muito com o ótimo "Tá no ar- A tv na tv". Só que é HORRÍVEEEEEEL!!! Tosco demais. 😂