Um drama sobre a realidade dos imigrantes ilegais na União Européia. Como Ulysses na Odisséia, Elias, o personagem principal do filme, atravessa o mar, com várias provas e tempestades, e enfrenta monstros e mitos. Após uma escala no céu e outra no inferno, sua história épica acaba de forma magnífica em Paris.
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Uma história inteligente e criativa. Elias me fez lembrar aqueles personagens do cinema mudo (até o final da década de 1920). Excelente desempenho para um filme (sútilmente) divertido.
O tom do filme, apesar de uma história difícil, vai contra nossas expectativas para o gênero. A atuação do Riccardo Scamarcio é excelente, encarnando um personagem que tem uma inocência infantil com instintos de sobrevivência. Bem Costa-Gavras.
Co-produção da França, Grécia e Itália, com argumento e realização do aclamado realizador grego Costa-Gavras, é um interessante e angustiante drama sobre a realidade dos imigrantes ilegais na União Europeia. O diretor trata o personagem Elias como um imigrante universal (o filme não expõe sua nacionalidade, provavelmente é um grego, já que seu país tem passado por uma crise sem precedentes) e aproveita a chance para fazer um filme denúncia e alfinetar a sociedade européia (em especial os franceses) que muito têm demonstrado publicamente sua aversão à chegada de estrangeiros no país.
O título do filme é uma referência irônica a "East of Eden", de John Steinbeck, e sua adaptação cinematográfica por Elia Kazan, Vidas amargas (55). Quando Elias encontra outro imigrante (Ahmet Zirek) do mesmo país que ele, o idioma que eles estão usando é o francês. A menina que monta o cavalo branco na sequência dos sonhos foi recrutada de um picadeiro local. Os caçadores de talentos visitaram os estábulos perto de Heraklion em busca de um cavalo branco, mas nenhum foi considerado adequado. Eles, no entanto, viram a garota e a colocaram no local. Ela era australiana e em um ano sabático na época.
Elias é um jovem emigrante que deve enfrentar vários contratempos para entrar ilegalmente na União Europeia. Como em "A Odisséia", o Mar Egeu é o cenário de suas aventuras. Depois de inúmeras aventuras, de uma parada no Paraíso e de uma estadia no Inferno, sua jornada termina em Paris. É uma tentativa de recriar a jornada daqueles que cruzaram terras e oceanos em busca de um lar. A história de Elias não é a de Ulisses, nem a de Jean-Claude ou a minha. Mas me vejo refletido em Elías, um estrangeiro que não é estranho para mim.
alguém tem o link para assisti-lo online?
Diante de um problema tão grave, o diretor preferiu fazer uma abordagem leve, se valendo do recurso do humor em alguns momentos. Assim, ele representou diversas situações na vida/trajetória do imigrante, mas sem produzir uma obra panfletária ou excessivamente dramática.
Se, por um lado, isso permitiu tratar com singeleza uma questão tão complexa, por outro acabou resultando em um filme superficial. A montagem também contribuiu para esse resultado, já que muitas seqüências se transformaram em esquetes, e a narrativa uma colagem desses pequenos casos enfrentados pelo personagem. Ou seja, a opção por representar as diversas possibilidades de situações que um imigrante pode passar em sua jornada, fez com que se trabalhasse menos o psicológico do personagem e a emoção de seus conflitos.
Paraíso a Oeste acabou ficando muito mais interessante por fora, do que por dentro.