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À beira da rodovia Transbrasiliana, Edna vive em uma terra em ruínas, construída sobre massacres. Criada apenas pela mãe, ela experimenta, no corpo e nos corpos de seus descendentes, as marcas de uma guerra que nunca acabou: a guerra pela terra. Tecida a partir dos relatos e escritos de Edna no caderno que ela intitulou A História de Minha Vida, a narrativa híbrida transita entre real e imaginário, por guerrilhas, desaparecimentos e desmatamentos, mas também pela força de mulheres, rios e matas que insistem em sobreviver.
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Assisti na 10º MOSTRA ECOFALANTE que ocorreu on-line em agosto e setembro de 2021. Está difícil acompanhar esse Ecofalante. Qualidade dos filmes muito abaixo. O cara pegou um tema sério, que é a violência no campo, e transformou em cenas aleatórias que não dizem muita coisa, com uma idosa narrando desgraças da vida em ASMR, às vezes com falas que se sobrepõe. Pra que compreender o que é dito, não é mesmo? Irresponsabilidade com que se trata o tema, namoral. E tem que ter um quadro de pé bichado, porque o XINEASTINHA BRAXILEIRO tem tesão por fazer quadro de pé bichado. É isso... Quero falar mais nada disso aqui não... Sei lá... Preguiça fotografia preto e branco... "Ai, nossa, que imagens lindas...". Não, bicho, lindo é o arco-íris. Fotografia preto e branco na maioria das vezes é só o cara querendo dar um ar "artístico" a um filme que não tem muito pra mostrar, porque sabe que vem os tontão e vão tudo elogiar essa desgraça. Fora que muitas vezes não tem um único elemento na trama que peça por imagens descoloridas, como é o caso aqui, já que os 10 minutos finais são coloridos e é a mesmíssima coisa, mudou nada. Chega! Nota 2 de 10. E é 2, por conta da relevância do tema. Aliás, os letreiros finais do filme é a melhor parte dele. Por que o desgramado em vez de resumir aquilo a textos no final não contou aquilo e colocou aquelas informações no próprio filme, bicho? Incompreensível.
fotografia potente poética hipnotizante!!!!!!
não conseguia ouvir muito bem o que ela dizia no áudio, mas foi por causa da qualidade do áudio mesmo.. mas é um filme muito belo! Ele tem uma mensagem forte e inquietante!
Existe muitas ednas neste país!
Imagens belérrimas!
Demorei bastante para compreender aquele que unifica os filmes de Eryk Rocha: a pressuposição de que, independente dos assuntos de suas obras ficcionais ou documentais, ele fala muito - e principalmente - sobre si mesmo, a partir de uma experimentação contínua e de um preciosismo imagético-sonoro que tem muito mais a ver com a trajetória de sua mãe que em relação às referências herdadas por seu pai. É uma obra muito pessoal, para o bem ou para o mal, que requer uma imersão completa, uma entrega com "olhos e ouvidos livres", conforme ele próprio adverte na apresentação deste filme, via Festival É Tudo Verdade. Antes de perceber tudo isso, eu desgostava dos filmes do diretor. Hoje, consigo aproximar-me eventualmente. Nesse caso mais recente, não apreciei tanto a primeira metade, excessivamente elaborada em termos técnicos mas que sufocava a personagem-título enquanto depoente. Quando as cores surgem e começamos a juntar os pontos tramáticos a partir da repetição, nos cadernos, da palavra "Araguaia", tudo faz sentido. Achei um tanto forçada a inserção de imagens mui conhecidas de um clássico da dupla Bodanzky/Senna, mas é um filme que comunica e inebria. Gostei, portanto: as pazes com o diretor continuam, ufa! (WPC>)