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Duração
Padre Miguel é um sacerdote de 36 anos bonito, atlético, expressivo e viril. Seus olhos demonstram que ele se sente triste e institucionalmente atormentado pela perpetua luta contra a sua sexualidade, algo que ele não considera de todo pecaminoso. As visitas freqüentes de Irene, uma mulher casada que insiste em confessor seus prenúncios de adultério deixam-no ainda mais perturbado, de maneira que ele necessita visitar a casa onde crescera e ao rever sua mãe, fatos constituintes de sua personalidade em conflito voltam à tona, revelando uma infância cerceada pelas atividades que sua Igreja hoje condenam como pervertidas...
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Trabalho rico e crítico durante a transição para a democracia desse grande diretor, Eloy de la Iglesia.
Alfonso: Padre Miguel... o que vamos fazer com você?
Padre Miguel: Minha mente só tem espaço para uma coisa agora... sexo.
Os filmes de Eloy de la Iglesia só me fizeram pensar que no fundo eu adoro pessoas obsessivas! E sem falar de toda a denúncia que o filme apresenta.
estou curioso em assistir este filme
Eloy nesse filme não faz concessões, ele aborda todos os temas que lhe são caros com extrema presteza, no âmbito eclesiástico não exita em tocar nos dois calcanhares de aquiles do catolicismo, a sexualidade e seus dogmas. A postura que Eloy adota em seus filmes me parece um meio termo entre o sentimentalismo de Almodovar e a ousadia e o anarquismo de Pasolini, porém sem deixar de ser sentimental e ousado com demonstram as cenas:
As cenas da infância com o ápice do estupro do pato e também as ceias dos padres deliberadamente concebidas na mesma formação da Santa ceia de Da'Vinci
Mas o grande destaque da genialidade de Eloy esta na cena final e no dialogo:
"Viver entre os loucos me trouxa muita sanidade"
Eloy me conquistou definitivamente! Gênio.