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Data de lançamento
9 Julho 1953Duração
Francisco mantém uma imagem de homem tranqüilo, conservador e religioso. Durante uma missa, conhece Glória, noiva de um amigo. Em pouco tempo, consegue separá-los e casar-se com a jovem. Depois do casamento, passa a ser um homem paranóico, ciumento e atormentado. Fascinante drama psicológico marcado por crítica feroz à burguesia e ao clericalismo,"O Alucinado" é considerado pela crítica mundial como uma das obras máximas do mestre Luis Buñuel. Inclusive, o próprio cineasta costumava afirmar que este era um dos seus trabalhos favoritos.
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Luis Buñuel retrata bem o falso moralismo de quem é bem visto pela sociedade mas pessoalmente é um verdadeiro monstro, muitas vezes esse bom moço é alguém religioso, Francisco é completamente lunático, doente e controlador, típico da pessoa mimada que sempre teve tudo o que quis, Glória por sua vez ignorou todos os 987 sinais, a história entra numa bola de neve de loucura e o espectador fica esperando sempre o pior acontecer.
Tão atual!
O mais curioso é como ainda não nomearam tais atitudes como uma doença, porque de fato é disso que se trata certos comportamentos...
O filme evidencia uma cadeia de atitudes e pensamentos que nos fazem questionar o que realmente deveria ser visto como loucura, principalmente quando se trata de uma postura masculina completamente naturalizada na nossa cultura. Aqui vemos algo não muito diferente do que muitos de nós estamos vendo desde que viemos ao mundo: homens extremamente possessivos, hipócritas e cheios de pretensões de poder.
Lembrando que este filme é do início da decada de 50! Ou seja, setenta anos antes de nós trazendo uma problemática social que parece não ter avançado em nada em termos de estatística. Pelo contrário, diria até que estamos vivendo tempos onde estas condutas estão sendo cada vez mais corriqueiras e atreladas à um contra-ataque ao progressismo político/cultural.
Buñuel em outro fantástico melodrama.Atmosfera totalmente apropriada para um romance repleto de suspense.O comportamento humano servindo maravilhosamente bem novamente na carreira do diretor.
>Assistido em 29 de Janeiro de 2023
Luis Buñuel como em outras obras dele que eu já conheci mostra aqui o seu grande talento para contar histórias. A obra faz uma crítica mordaz à hipocrisia e ao falso moralismo trazendo momento antológicos como aquele em que
o protagonista em um momento de delírio ataca um padre.
Bom Melodrama em que Buñuel mais uma vez destaca a Igreja Católica mas aqui é menos para critica-la e mais para que ela sirva de pano de fundo para parte da ação e para a associação com a libido do protagonista . O tema central é mesmo o ciúme doentio do personagem principal bem interpretado por Arturo de Córdoba e sua derrocada para a loucura.