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Perto de resolver uma situação crítica em sua empresa, para a qual reservou uma grande quantia em dinheiro, o executivo de uma fábrica de sapatos descobre que seu filho foi raptado. O valor do resgate pedido pelos seqüestradores se aproxima do dinheiro que tem em mãos para o seu negócio. Porém, quando resolve salvar a vida do filho, ele tem uma surpresa.
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Produção japonesa que é um drama de mistério e suspense policial em preto e branco da Toho e Kurosawa Production Co. indicado ao Globo de Ouro de melhor filme em língua estrangeira; no Festival de Cinema de Veneza, foi nomeado ao Leão de Ouro de melhor filme. O filme é uma adaptação livre do romance de 1959 "King's ransom", de Evan Hunter (1926-2005), que usava o pseudônimo Ed McBain. A obra foi considerada influente no gênero de filmes policiais e ganhou diversas refilmagens ao redor do mundo.
Outras versões: as produções indianas Inkaar (77) e Dongala Veta (78), a produção honconguesa Bong ga (2007), a produção japonesa feita para a TV Tengoku to jigoku (07) e refilmagem americana Luta de classes (25). Após o lançamento do filme, houve um aumento nos casos de sequestro no Japão. O próprio Akira Kurosawa recebeu ameaças de sequestro contra sua filha, Kazuko Kurosawa. Yutaka Sada (1911-2017), que interpreta o motorista Aoki, não possuía carteira de motorista quando foi escalado para o papel. Embora tenha obtido a habilitação antes do início das filmagens, ele enfrentou dificuldades durante as gravações. O 11° e último filme dirigido por Akira Kurosawa a contar com a participação de Minoru Chiaki (1917-1999).
Uma das coisas mais notáveis sobre o filme é como suas metades interagem, de tal forma que a tensão sufocante do confinamento dá lugar ao ar livre. Não só consegue conectar diferentes pontos de vista e motivações, como também estabelece um discurso instigante sobre classes, desmistificando as convenções clássicas de gênero. É um filme que envolve o espectador numa investigação policial, moral, social e estética que será impossível de esquecer.
Confesso que assisti antes de assistir ao remake de Spike Lee, pois desconhecia este trabalho de Akira. Este filme é sensacional! É incrível como a gente acha que já assistiu toda a filmografia de um diretor e vê que é impossível, e amei ter conhecido esta obra, um thriller sensacional. Tem claro como o próprio nome diz, uma crítica social, mas eu não sou analista e falo como fã. Recomendo muito este filme, e que bom que Spike Lee fez um remake assim descobri o original, já confesso que o remake de Spike Lee é bem fraco, mas ai são outros quinhentos.
Uma aula de roteiro!
O filme me impressionou pela direção precisa de Kurosawa, que constrói quadros visualmente ricos e cheios de detalhes, muitas vezes explorando o foco profundo para permitir que múltiplas ações e reações coexistam no mesmo plano. A narrativa avança com grande elegância, transitando do espaço controlado da mansão de Gondo e de suas negociações tensas para o trabalho meticuloso da investigação policial, culminando em um envolvente jogo de gato e rato que mantém o interesse do início ao fim.
Akira Kurosawa e Toshiro Mifune maior dupla do cinema .