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Primeiro um sucesso literário, o livro "Gypsy, A Memoir", autobiografia de Gypsy Rose Lee, conquistou também os palcos como musical da Broadway e chegou à telas de cinema para contar a história da dançarina Gypsy Rose Lee e seus conflitos com a enérgica mãe, Mama Rose.
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20.12.1990
1538. (19/07/2022)
Natalie Wood maravilhosa!
Legal ver a história de uma dançarina burlesca. Depois fui ler mais um pouco sobre a verdadeira. E me deu vontade de saber o depois dela famosa até o musical.
Vale pra conhecer e rever esse mundo de shows itinerantes, vaudeville...
Uma história arrebatadora e de partir o coração.
Natalie Wood é a mulher mais linda que já vi.
Mesmo sem cantar, não tem como não ficar arrepiado com a força de Rosalind Russell aqui, excelente Mama Rose.
E, sim, o filme podia ser mais inspirado/menor, mas ainda assim o texto e as músicas sustentam muito o projeto como um todo.
Drama biográfico musical indicado a 3 categorias no Oscar: melhor fotografia em cores, melhor figurino em cores e melhor trilha sonora adaptada; no Globo de Ouro, mais 6 nomeações: melhor filme musical, melhor diretor, melhor atriz de comédia ou musical, Natalie Wood (1938-1981), melhor ator de comédia ou musical, Karl Malden (1912-2009), e melhor ator promissor, Paul Wallace, vencendo o de melhor atriz de comédia ou musical, Rosalind Russell (1907-1976).
O filme foi baseado no musical "Gypsy: A musical fable", de Arthur Laurents, Jule Styne e Stephen Sondheim que, por sua vez, foi inspirado na autobiografia de Gypsy Rose Lee (1911-1970), intitulada "Gypsy, a memoir". Houve 2 versões feitas para a TV: A trajetória do sucesso (93) e Gypsy: Live from the Savoy Theatre (15), ambos baseadas no musical da Broadway de 1959 "Gypsy: A musical fable".
Os créditos de abertura são sobrepostos a uma cortina fechada do palco, abaixo da qual está uma orquestra e um maestro, realizando a abertura do filme. A abertura foi truncada a partir da abertura original da versão de palco, mas por outro lado é bastante fiel a ela. A verdadeira stripper cigana Rose Lee visitou o set e deu a Natalie Wood algumas dicas sobre suas rotinas de striptease. Foi o 1° longa-metragem de Morgan Brittany. A irmã de Gypsy tornou-se a atriz June Havoc (1912-2010). Apesar de Karl Malden estar creditado como ator principal, ele tem uma participação bem pequena.
Teatro filmado bastante enfadonho, dado o interessante assunto tratado. A duração longa também foi um empecilho desagradável e cansativo. As músicas, como quase sempre em filmes do estilo, são maçantes (com exceção de duas famosas marchas militares). Uma ou outra coreografia musical ficou bacana, mas no todo o filme é bem mediano pra não falar algo pior. Talvez se eu estivesse mais familiarizado com o show de palco, isso teria sido uma decepção maior, porque a história é a verdadeira estrela aqui.