As aventuras e desventuras amorosas de três garotas, uma cantora e modelo, a segunda uma secretária e a terceira uma estudante de arte, em Madri, Espanha.
É uma produção espumosa típica do começo da década de sessenta, enaltecendo sem o menor indício de constrangimento os atributos físicos das protagonistas e apostando em melodrama barato para preencher seus (rasos) propósitos dramáticos. A fotografia é colorida e convidativa, a trilha sonora (indicada ao Oscar) adorna a futilidade do longa com requinte e as três moças são lindas. Ann-Margret, como de costume, rouba a cena ao se destacar com aleatórios números musicais que surgem como forma de auto-vangloriação e que, inevitavelmente, se tornam o melhor que o filme tem a oferecer – quem poderia se esquecer de Margret performando a canção-título em um justíssimo vestido fúcsia de babados? A sensualidade é tanta que demanda incontáveis replays, seja para apreciar as curvas de Ann ou simplesmente se deliciar com o exagero brutal com que a moça joga suas sedosas madeixas ruivas. Outras canções performadas pela atriz incluem “Everything Makes Music When You’re In Love” (Ann ostenta seu corpo lascivo em um apertado biquíni amarelo) e "Something to Think About" (uma sensual serenata de Ann destinada a seu interesse romântico); ainda que estes mini-espetáculos sejam infrutíferos à narrativa (se é que existe alguma), chegam a justificar a existência do filme – uma celebração inócua de música, beleza e do estilo "bon vivant" de ser. Para os apreciadores deste tipo de cinema “trash”, The Pleasure Seekers é de fato um eficiente prazer culposo; o filme indiscutivelmente se torna tépido quando os patéticos dramas se delongam demasiadamente (o filme alterna entre três distintos romances), mas, quando está no ápice de sua tolice, é frivolamente contagiante.
Vale somente por Ann Margret
É uma produção espumosa típica do começo da década de sessenta, enaltecendo sem o menor indício de constrangimento os atributos físicos das protagonistas e apostando em melodrama barato para preencher seus (rasos) propósitos dramáticos. A fotografia é colorida e convidativa, a trilha sonora (indicada ao Oscar) adorna a futilidade do longa com requinte e as três moças são lindas. Ann-Margret, como de costume, rouba a cena ao se destacar com aleatórios números musicais que surgem como forma de auto-vangloriação e que, inevitavelmente, se tornam o melhor que o filme tem a oferecer – quem poderia se esquecer de Margret performando a canção-título em um justíssimo vestido fúcsia de babados? A sensualidade é tanta que demanda incontáveis replays, seja para apreciar as curvas de Ann ou simplesmente se deliciar com o exagero brutal com que a moça joga suas sedosas madeixas ruivas. Outras canções performadas pela atriz incluem “Everything Makes Music When You’re In Love” (Ann ostenta seu corpo lascivo em um apertado biquíni amarelo) e "Something to Think About" (uma sensual serenata de Ann destinada a seu interesse romântico); ainda que estes mini-espetáculos sejam infrutíferos à narrativa (se é que existe alguma), chegam a justificar a existência do filme – uma celebração inócua de música, beleza e do estilo "bon vivant" de ser. Para os apreciadores deste tipo de cinema “trash”, The Pleasure Seekers é de fato um eficiente prazer culposo; o filme indiscutivelmente se torna tépido quando os patéticos dramas se delongam demasiadamente (o filme alterna entre três distintos romances), mas, quando está no ápice de sua tolice, é frivolamente contagiante.