Haiti, anos 80. Ellen (Charlotte Rampling) é uma arrogante mulher de Boston. Brenda (Karen Young) é uma mulher inocente do meio oeste americano, que esconde desejos masoquistas. Sue (Louise Portal) é brincalhona e adora sexo. Elas estão em férias e têm Legba (Ménothy Cesar), um jovem haitiano, como objeto de desejo. Legba busca liberdade para poder se comportar da forma que quiser, o que faz com que se envolva de forma distinta com as três mulheres.
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Um belo drama q com sutileza mostra três mulheres solitárias q procuram em um jovem haitiano além de companhia para solidão um pouco de prazer. Isso tudo em meio a um pais miséravel das américas. Destaque para a sempre ótima Charlotte Rampling, e Karen Young.
As "coroas" norte-americanas que não conseguiam resolver, na cama, seus problemas conjugais encontraram no Haiti o "Paraíso do Orgasmo". O filme mostra a paupérrima Porto Príncipe já antes do grande terremoto de Jan/2010, como não ser explorada pela desfaçatez dos oportunistas?
Mulheres usam os homens e, eles, que sabem que estão sendo usados, também as usam. O que mais chamou a minha atenção foi a "libertação" da Brenda. Ela voltou ao Haiti após 3 anos
, época em que disse ter sentindo imensa saudade do Legba, que chegava até a doer e a fazia pensar nele dia e noite. Ela voltou, chegou tímida, se envolveu novamente com ele, passou a ter voz e enfrentar a Ellen. Ela se mostrava apaixonada e se permitiu. Quando Legba morre, ela se dá conta que, na verdade, nao estava apaixonada por ele, mas pelo modo como ele a olhava - diferente de todas as outras pessoas, que estavam sempre a julgá-la. Acho que essa volta e novo envolvimento com ele foi importante para libertá-la e ser ela mesma
Fraco e sem classe...
Gosto como o filme inverte os papéis; as mulheres estão em busca de prazer e os homens são meros intrumentos, uma forma de se chegar lá. Claro que ele explora essa questão do turismo sexual, que é muito presente nos países caribenhos, mas o mais marcante pra mim foi justamente esta inversão e a interpretação de Charlotte Rampling, como sempre.