Eric tem 17 anos e conhecerá o pai pela primeira vez desde que era um bebê quando é transferido do instituto de menores em que se encontra para uma prisão de adultos, onde seu progenitor cumpre pena.
STARRED UP Direção: David Mackenzie Ano: 2013 Assistido em: 04/08/1992
Histórias que retratam o sistema carcerário sempre tem a minha atenção, acho extremamente interessante a funcionalidade desse ecossistema tão singular, com leis e regras únicas. Mas também creio, que se existe um lugar que verdadeiramente pode ser chamado de inferno, é um presídio. Esse filme traz a luz discussões comuns na sociedade sobre a vida dos encarcerados, aqui podemos aplicar diversos raciocínios que temos do lado de fora sobre como é a vida lá dentro.
Eric, é um jovem impulsivo e violento que é transferido para uma prisão de alta segurança. Lá, ele é forçado a participar de grupos de apoio e lidar com seu pai, um criminoso experiente que está preso desde que Eric nasceu, e que nunca teve contato com o filho. O péssimo temperamento de ambos entrar em choque, os forçando a colocar anos de afastamento em debate.
O que mais impressionou nesse filme foi sem sombra de dúvidas o realismo, o diretor David Mackenzie dirige seu elenco tão bem, que você acredita que algumas daquelas brigas, que alguns golpes são de verdade. A violência dentro dos presídios é muito bem representada, mas o roteiro não se resume a isso, existem pontos importantes levantados pelo roteiro, questões como, filhos de criminosos estão destinados a repetir os passos de seu país?! Sabemos que nada é preto no branco, existem muitas pessoas cujos pais são bandidos, e que são totalmente idôneas, mas Eric, o nosso jovem protagonista, é vendido como um garoto que não teve a presença do pai em sua vida e acabou seguindo seus passos, se tornando um igual. O roteiro não nos fala como foi a criação de Eric, mas podemos admitir que provavelmente não foi das melhores, e é por isso que algumas pessoas estendem a mão para ele, mas em momento algum você sente que o jovem quer se corrigir, quer a oportunidade que lhe foi oferecida.
Dizem que presídios são uma escola da marginalidade, mas não creio que seja assim, acredito que o susto de estar em um lugar desses pode sim ser regenerativo, EM ALGUNS CASO, mas desde que a pessoa queira, o Eric é vendido como um jovem inconsequente, quase que irresponsável pelos seus atos, mas momento algum filme mostra isso, muitíssimo pelo contrário, ele é retratado como uma pessoa extremamente violenta, de uma agressividade inveterada, inclusive, o final do filme me desagradou muito, porque ele é completamente irreal. Qual a probabilidade do garoto sair ileso daquela situação?! Absolutamente nenhuma, esse desfecho é utópico, não combinou com a condução da história, o Mackenzie foi extremamente fantasioso, porque se quisesse continuar com o realismo que ele vinha trazendo desde o começo, o desfecho da história seria com dois caixões saindo do presídios, e não da maneira que foi.
Além da excelente condução do David Mackenzie, temos também excelentes atuações principalmente nas figuras de Jack O’Connell e do Ben Mendelsohn, ambos estão excelentes, os demais atores também estão muito bem nos papéis de apoio. A única questão que me incomodou foi de fato o final, o roteiro vinha muito bem, mas desandou de uma forma absurda com uma conclusão totalmente anticlimática, a sensação é como se a história fosse subindo, subindo, subindo e desabasse de uma vez, sem nos dar a recompensa que estávamos esperando.
Eu tenho a teoria muito simples de que se você não quiser viver os horrores de uma prisão, é só não fazer nada que te leve lá para dentro, Starred Up é um filme muito bem feito para nos mostrar que por mais que a vida aqui fora não seja fácil, ela lá dentro é muito pior, então devemos andar na linha, porque uma vez que você cai no sistema carcerário, sua vida não será fácil, portanto, o melhor a fazer é se alinhar e evitar ir para o lado de trás das grades,porque a vida real pode não ter um final tão bonitinho e bobinho quanto teve nessa ficção.
Temos aqui um drama entre pai e filho no cenário de uma prisão, é um pouco diferente dos filmes que vemos dentro desse cenário onde o objetivo é a fuga, aqui é explorada a aproximação...dificuldades...comunicação...Tem um ritmo mais de vagar, as atuações são ótimas...e deixa uma mensagem de como muitas vezes os exemplos são passados de geração seja eles bons ou ruins...E as vezes uma palavra de carinho, motivação, preocupação pode ser construtivo para mudanças. O final deixou um pouco a desejar, gostaria de ver um pouco mais, mas ainda sim gostei.
Raso, insosso, mal feito, arrastado, tedioso e chato! Já vi melhores!!
Parece que as notas altas aqui é pq o pessoal são apaixonados pelo ator! hehe
✔️ 01/12/2024 (Internet)
STARRED UP
Direção: David Mackenzie
Ano: 2013
Assistido em: 04/08/1992
Histórias que retratam o sistema carcerário sempre tem a minha atenção, acho extremamente interessante a funcionalidade desse ecossistema tão singular, com leis e regras únicas. Mas também creio, que se existe um lugar que verdadeiramente pode ser chamado de inferno, é um presídio. Esse filme traz a luz discussões comuns na sociedade sobre a vida dos encarcerados, aqui podemos aplicar diversos raciocínios que temos do lado de fora sobre como é a vida lá dentro.
Eric, é um jovem impulsivo e violento que é transferido para uma prisão de alta segurança. Lá, ele é forçado a participar de grupos de apoio e lidar com seu pai, um criminoso experiente que está preso desde que Eric nasceu, e que
nunca teve contato com o filho. O péssimo temperamento de ambos entrar em choque, os forçando a colocar anos de afastamento em debate.
O que mais impressionou nesse filme foi sem sombra de dúvidas o realismo, o diretor David Mackenzie dirige seu elenco tão bem, que você acredita que algumas daquelas brigas, que alguns golpes são de verdade. A violência dentro dos presídios é muito bem representada, mas o roteiro não se resume a isso, existem pontos importantes levantados pelo roteiro, questões como, filhos de criminosos estão destinados a repetir os passos de seu país?! Sabemos que nada é preto no branco, existem muitas pessoas cujos pais são bandidos, e que são totalmente idôneas, mas Eric, o nosso jovem protagonista, é vendido como um garoto que não teve a presença do pai em sua vida e acabou seguindo seus passos, se tornando um igual. O roteiro não nos fala como foi a criação de Eric, mas podemos admitir que provavelmente não foi das melhores, e é por isso que algumas pessoas estendem a mão para ele, mas em momento algum você sente que o jovem quer se corrigir, quer a oportunidade que lhe foi oferecida.
Dizem que presídios são uma escola da marginalidade, mas não creio que seja assim, acredito que o susto de estar em um lugar desses pode sim ser regenerativo, EM ALGUNS CASO, mas desde que a pessoa queira, o Eric é vendido como um jovem inconsequente, quase que irresponsável pelos seus atos, mas momento algum filme mostra isso, muitíssimo pelo contrário, ele é retratado como uma pessoa extremamente violenta, de uma agressividade inveterada, inclusive, o final do filme me desagradou muito, porque ele é completamente irreal. Qual a probabilidade do garoto sair ileso daquela situação?! Absolutamente nenhuma, esse desfecho é utópico, não combinou com a condução da história, o Mackenzie foi extremamente fantasioso, porque se quisesse continuar com o realismo que ele vinha trazendo desde o começo, o desfecho da história seria com dois caixões saindo do presídios, e não da maneira que foi.
Além da excelente condução do David Mackenzie, temos também excelentes atuações principalmente nas figuras de Jack O’Connell e do Ben Mendelsohn, ambos estão excelentes, os demais atores também estão muito bem nos papéis de apoio. A única questão que me incomodou foi de fato o final, o roteiro vinha muito bem, mas desandou de uma forma absurda com uma conclusão totalmente anticlimática, a sensação é como se a história fosse subindo, subindo, subindo e desabasse de uma vez, sem nos dar a recompensa que estávamos esperando.
Eu tenho a teoria muito simples de que se você não quiser viver os horrores de uma prisão, é só não fazer nada que te leve lá para dentro, Starred Up é um filme muito bem feito para nos mostrar que por mais que a vida aqui fora não seja fácil, ela lá dentro é muito pior, então devemos andar na linha, porque uma vez que você cai no sistema carcerário, sua vida não será fácil, portanto, o melhor a fazer é se alinhar e evitar ir para o lado de trás das grades,porque a vida real pode não ter um final tão bonitinho e bobinho quanto teve nessa ficção.
Temos aqui um drama entre pai e filho no cenário de uma prisão, é um pouco diferente dos filmes que vemos dentro desse cenário onde o objetivo é a fuga, aqui é explorada a aproximação...dificuldades...comunicação...Tem um ritmo mais de vagar, as atuações são ótimas...e deixa uma mensagem de como muitas vezes os exemplos são passados de geração seja eles bons ou ruins...E as vezes uma palavra de carinho, motivação, preocupação pode ser construtivo para mudanças. O final deixou um pouco a desejar, gostaria de ver um pouco mais, mas ainda sim gostei.
Filme superestimado!!! Totalmente esquecível, dispensável...