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Data de lançamento
10 Set. 2004Duração
Jean Cabot é a rica e mimada esposa de um promotor, em uma cidade ao sul da Califórnia. Ela tem seu carro de luxo roubado por dois assaltantes negros. O roubo culmina num acidente que acaba por aproximar habitantes de diversas origens étnicas e classes sociais de Los Angeles: um veterano policial racista, um detetive negro e seu irmão traficante de drogas, um bem-sucedido diretor de cinema e sua esposa, e um imigrante iraniano e sua filha.
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Crash: No Limite é um filme que não tenta suavizar o racismo: ele coloca preconceito, violência e intolerância no centro de praticamente todas as relações. O resultado é um drama pesado, porque transforma questões sociais complexas em conflitos humanos diretos. Seu bom ritmo ajuda a manter o interesse, embora algumas histórias paralelas pareçam desconectadas.
A história se passa em Los Angeles e acompanha diversos personagens de diferentes origens, classes sociais e posições dentro da sociedade, cujas vidas acabam se cruzando de maneiras inesperadas. Não existe exatamente um protagonista único; o filme funciona como um mosaico de situações envolvendo policiais, criminosos, vítimas, imigrantes, profissionais liberais e pessoas comuns. Um dos núcleos acompanha um policial branco cuja relação com preconceito e abuso de autoridade se torna cada vez mais evidente, enquanto outro apresenta um detetive negro que enfrenta conflitos tanto profissionais quanto pessoais. Também acompanhamos um casal negro que sofre uma abordagem policial humilhante, um promotor preocupado com sua imagem pública, um chaveiro latino constantemente tratado com desconfiança e uma família persa que passa a enxergar o mundo através do medo e da paranoia. Essas histórias vão se cruzando gradualmente, mostrando como um encontro aparentemente banal pode produzir consequências enormes para outra pessoa. O filme utiliza esses personagens para apresentar diferentes manifestações de preconceito, desde atitudes explícitas até julgamentos automáticos, estereótipos e discriminações aparentemente pequenas. A proposta é mostrar que ninguém está completamente isolado desse sistema de tensões e que vítimas e responsáveis podem ocupar posições diferentes dependendo da situação.
As atuações são um dos pontos fortes, principalmente porque o elenco consegue transmitir personagens moralmente contraditórios. Matt Dillon se destaca pela complexidade desconfortável de seu policial, enquanto Don Cheadle, Terrence Howard e Sandra Bullock ajudam a sustentar diferentes perspectivas do conflito. Nem todos os personagens possuem a mesma profundidade, mas o conjunto funciona.
Crash funciona melhor quando simplesmente mostra pessoas imperfeitas tomando decisões ruins e sendo confrontadas com seus próprios preconceitos. Algumas situações são claramente construídas para provocar o espectador e podem parecer excessivamente didáticas, mas a mensagem continua poderosa. É um filme com bom ritmo, boas atuações e uma discussão importante, prejudicado principalmente por algumas tramas que não se conectam com a mesma força. Ainda assim, deixa uma reflexão incômoda sobre como o preconceito pode aparecer justamente onde menos esperamos.
Nota: 7,8
Muito bom. Mostra a realidade nua e crua
Sempre tive uma antipatia muito grande com esse filme, por causa dele ter tirado a estatueta do Oscar do eterno, Brokeback Mountain que para mim era o melhor filme daquele ano. No entanto, os membros da academia resolveram premiar este filme de Paul Haggis, que visto agora, não é um filme ruim, contudo, é um filme convencional e não digno de estar na categoria melhor filme do Oscar. O elenco está bem, porém todos com atuações convencionais. O roteiro é digno de nota que circunda um drama social costurando a estória de vida de cada personagem. Fala sobre preconceito, abuso institucional, abandono as origens e identidades... É um filme, ainda por si bastante atual, porém não tira o brilho e uma estória inovadora como foi o Brokeback Mountai.
06/06/26
não acredito q esse filme assaltou o oscar de brokeback mountain