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Data de lançamento
2 Junho 2001Duração
Os romances terminam em sangue e as esperanças desfazem-se no colonialismo japonês e na guerra civil. Chank-Guk, Jihum e Eunok são três adolescentes implicados na realidade coreana. Nenhum deles é capaz de escapar à tragédia e todas as procuras desesperadas de amor e redenção são devolvidas com o mesmo carimbo vermelho.
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É um desses filmes em que a gente fica sem palavras. Simplesmente engasga. Dói. A dor pode ser bela? Pode. Os traumas, os amores, a guerra, tudo beira a crueldade, mas uma crueldade lírica. Desde a paisagem áspera, fria, aqui tudo faz sofrer, se contorce como carne de cães, um corpo enforcado, um olhar vazado e inerte. Esse endereço desconhecido nós o perdemos. Quem sabe chegar ao coração? Kim Ki-duk sabe.
Me lembrou um pouco "A guarda costeira". Kim Ki Duk não romantiza a guerra, colonialismo e militarismo. Mostra que em ambientes de conflitos, mesmo aqueles que apenas abrigam bases militares, não há espaço para o amor ou inocência.
Bem, como em outros filmes dele as cenas expondo animais à agressões me incomodou, e muito. Mas, tudo isso serve para embasar algo maior. O racismo. Algo que eu nunca havia visto sendo mostrado no cinema coreano ou oriental.
O mestiço=cão vira-lata. Ambos tratados de forma similar. E sem via de dúvidas a questão do vira-latismo, algo tão marcante em nossa cultura também é mostrada em "Endereço desconhecido" em forma de veneração, exploração e diferença. E mais uma vez, um "infeliz para sempre".
feelsbad movie
Temática interessante. Filme duro, sofrido. Acho que a grande quantidade de personagens (e núcleos) atrapalhou um pouco.
Já vi quase toda a filmografia do Kim, ele é sempre fantástico. Seus filmes são verdadeiras obras de arte. Confesso que esse estilo mais agressivo, ainda mais com animais, não me agradou muito, mesmo dizendo no começo que nenhum animal foi prejudicado nem nos bastidores e nem nas filmagens,mas fiquei meio perplexa. O roteiro em si, a fotografia e as atuações,sempre demais,Kim sem dúvida, um dos meus favoritos!!!
O cara é simplesmente "O Cara".