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Data de lançamento
1 Out. 1995Duração
Ao investigar a morte de um velho em uma propriedade rural, Barnum, o xerife local, descobre Powder, um adolescente que era neto do falecido e que tinha passado toda a sua vida conhecendo o mundo através dos livros, sem nunca ter deixado a fazenda da família, tudo isto por ter uma aparência estranha. Powder é levado para um orfanato, mas é hostilizado pelos outros internos em virtude do seu aspecto. Ele demonstra ter dons particulares além de ter o intelecto mais elevado que qualquer ser humano jamais teve, passando a alterar a vida de todos que estão ao seu redor.
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Powder de 1995, no Brasil Energia Pura. O nome parece de algum filme de ação ou aventura e pode confundir sobre o que você vai encontrar. No meu caso, achei esse filme por acaso, totalmente fora de contexto, em algum vídeo pela internet.
O filme é muito bom, com uma história bem original. Só que eu achei que tem alguns pontos em que eles deixam mais na questão da imaginação, no campo do “e se”, e não desenvolvem ou elaboram como eu gostaria.
O elenco é competente e os personagens de apoio são muito bons. O Xerife Doug Barnum (Lance Henriksen) é um cara amargurado, duro, porém disposto a ser compreensivo.
A partir do momento em que Powder (Sean Patrick Flanery) o ajuda, acho que faltou ele demonstrar um pouco mais de gratidão com palavras por tudo o que fez, mesmo que tenha demonstrado com atitudes. Esse é um caso corriqueiro com muitos personagens do filme.
O mesmo acontece com Donald Ripley (Jeff Goldblum). Eu achei que ele teria um papel mais importante ou mais tempo de tela junto com Powder, mas o filme poderia ter tirado bem mais dessa relação. Jessie (Mary Steenburgen), que foi a primeira pessoa a se aproximar dele, também poderia ter desenvolvido uma conexão melhor. Ao meu ver, o apoio dela deveria ter sido mais firme.
O mesmo vale para o valentão metido a besta John (Bradford Tatum). Eu não via a hora de ele se foder e, mesmo assim, Powder o salva. Quando você pensa que ele vai agradecer… se decepciona. Fica por isso mesmo. Lindsey (Missy Crider) é a única pessoa dos jovens que se aproxima dele e demonstra certa empatia, porém a relação que poderia ter sido melhor aproveitada acaba de uma maneira abrupta e bem triste.
Enfim, todos esses casos poderiam ter sido mais explorados. Entendo que o foco seja Powder e todo o seu raro caso, e mesmo assim o filme é bom. Tem momentos muito emocionantes,
como a cena de Powder com a esposa do xerife, que é bem forte emocionalmente.
É um bom filme.
Mas confesso que não me agrada filmes em que personagens diferentes não são compreendidos ou não se sentem acolhidos e acabam por não achar lugar entre nós.
Assistido em 14/09/2026
Esse filme passava direto no SBT
filmaço, lembro de assistir quando criança.
Reassistido no MUBI (Prime Vídeo).
"Energia Pura" é um filme estadunidense, do ano de 1995, dos gêneros ficção científica e drama, dirigido por Victor Salva. O filme foi muito critícado por, no âmbito dos Estados Unidos, ter uma temática considerada infanto-juvenil e ter sido dirigido por um ex-pedófilo.
Polêmicas à parte, a trama de mistério envolvendo um adolescente albino, sua extraordinária inteligência e poderes telepáticos é o tema central deste curioso thriller noventista que passou no SBT, no extinto Cine Belas Artes.
Pela boa nostalgia, vale 04 estrelas.
05.01.2000