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Data de lançamento
22 Maio 2009Duração
Oscar e Linda vivem atualmente em Tóquio. Ele sobrevive através de pequenos negócios como traficante e ela como uma stripper em uma boate.
Durante um ataque policial, Oscar é atingido por uma bala. Enquanto está morrendo, seu espírito, fiel à promessa que Oscar fez à irmã de nunca desistir, se recusa a deixar o mundo dos vivos.
Sua mente, então, viaja pela cidade e suas visões começam a ficar cada vez mais caóticas e apavorantes. Passado, presente e futuro se misturam em um redemoinho alucinante.
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Visualmente bacaninha mas nem se eu fumasse duas tonelada de haxixe ia conseguir acompanhar a viagem e achar um bom filme
Reconheço todas as questões de fotografia e de efeitos do filme. Mas não tem uma narrativa muito didática e o ritmo é muito lento.
Filme: Enter The Void: Viagem Alucinante
País: França (Coprodução com outros países europeus como Alemanha, Itália), América do Norte: Canadá e Ásia: Japão.
Ano: 2009
Diretor: Gaspar Noé // Visto no dia 11/08/2023
Proposta do filme é parecida com outros filmes do diretor como Climax, Irreversível (em alguns aspectos) e entre outros. Gostei desse filme, este foi o primeiro que vi do diretor e me apresentou ao seu estilo peculiar. Bom filme, uma viagem alucinante, como se o espírito estivesse voando, viajando para fora do corpo e vendo tudo ao redor em cores, mas em uma viagem psicodélica, insana, louca, com giros de câmera e filmagens que deixam o telespectador tonto, confuso para trazer essa sensação de imprevisibilidade e confusão mesmo de forma intencional. Estilo e técnica de primeira linha. A ideia de adaptação dessa espiritualidade do Livro dos 'Mortos tibetano', fazendo um paralelo entre o pós-vida (viagem alucinante e espiritual) e o efeito das drogas para ilustrar a vida trágica e problemática levada pelo protagonista e as outras pessoas é bem bacana, uma ideia muito bem vinda. Porém o que torna o filme uma experiência desgastante é: a sua duração, e a repetição da mesma experiência, onde o filme fica se repetindo e perde o fio narrativo não tendo muito o que falar, filme muito extenso onde não foi tão bem trabalhado em sua completude de duração. Mas no geral é lega, apesar de cansativo. Cores, filmagem, elenco, partes técnicas em geral é bem caprichada e enaltece bem as sensações, todo esse movimento.
Nota: 6,5
Acerta por ser um grande exercício técnico e estilístico ao ser filmado totalmente em primeira pessoa e usar de efeitos para representar momentos alucinógenos. É interessante a história se guiar pela ideia espiritual do Livro dos Mortos tibetano, fazendo um paralelo entre o pós-vida e o efeito das drogas para ilustrar a vida trágica e problemática levada pelo protagonista e aqueles ao seu redor, mas a duração de quase três horas torna a experiência bastante cansativa, a ponto da excelência técnica se tornar desinteressante, além de que a trama, que funciona muito bem na primeira hora, parece não saber muito mais o que dizer na parte final a não ser se sustentar por alguns momentos explícitos. Mas como seria um filme de Gaspar Noé se não apelasse a isso?
Vai se fuder que filme gasturento maluco e perfeito!