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Duração
Baseado na história real das irmãs Papin, a trama se passa na França, por volta de 1930, época que trabalhar como criada exigia, antes de mais nada, submissão. Christine sabe bordar, cozinhar e trabalha sem receber muito como criada na casa da rígida madame Danzard. Quando sua irmã Lea passa a trabalhar ao seu lado, madame Danzard acreditou que estava levando vantagem, pois as duas trabalhavam bem e ocupavam pouco espaço, dormindo no mesmo quarto. O foco principal do drama é a provocante relação entre as irmãs. Ambas foram criadas num convento e a personalidade forte e tempestuosa de Christine cria um domínio com a fragilidade de Lea, cinco anos mais nova. Com o passar do tempo, as duas passam a desenvolver um comportamento cada vez mais forte e incontrolável.
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Meu Deus, que história terrível essa!
Gostei bastante do filme, boas atuações e um clima constante de agonia.
Final insano!
Primeira direção de Nancy e fica visível o despreparo.Mas consegue impor bem boas sequências no drama e utiliza bem o elenco feminino.A fotografia chama bastante atenção.
>Assistido em 26 de Fevereiro de 2025
Talvez tenha alguma spoiler.
O filme é lento, bem lento, mas a história é boa e muito interessante, fora que por ser uma história real torna tudo ainda mais bizarro e impactante.
Não conhecia o fato, não sei quanto a fidelidade do filme em narrar o ocorrido. Vou até pesquisar sobre elas qualquer hora dessas.
É simples, tem boas atuações. Talvez pelo baixo orçamento acaba sendo um pouco limitado. Tanto a relação íntima das irmãs quanto o crime ficam muito no subjetivo.
Gostei muito do final com uma voz narrando a cena do crime e falando sobre o destino de ambas.
09-02-2024
Tá, elas são duas mulheres cis-homossexuais (ou bissexuais, quem sabe, né?) -- até aí, tão normal quanto os heterossexuais --, mas por não terem vida própria por serem semi-escravas das pequeno-burguesas, além de não terem sido socializadas juntas (sem relação como irmãs para conseguirem construir sua moral anti-consanguineidade, embora elas não fossem se reproduzir entre si), terminam projetando uma na outra o desejo biológico por amo e sexo, e utilizando-se como mediadoras a expressar essa necessidade fisiológica.
Acho que o filme me escandaliza pela obscura relação de classe entre as patrõas e as proletárias, embora feliz e infelizmente não me surpreenda, porque é repetição até sutil do que de pior acontece além das paredes de uma casa-empresa.
Filme muito bom e polêmico, há tantos pontos para ser discutido, tanto da relação opressiva da madame com a filha, como a relação abusiva entre Christine e Lea.