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Data de lançamento
16 Out. 1977Duração
O psiquiatra Martin Dysart (Richard Burton) é designado para investigar uma série de crimes envolvendo a mutilação de cavalos em um estábulo de Hampshire, na Inglaterra. Seis animais tiveram seus olhos perfurados com uma vara de metal e ficaram cegos. O principal suspeito, acusado de ter cometido tal atrocidade, é um rapaz de 17 anos chamado Alan Strang (Peter Firth), que trabalha no estábulo. Alan é o único filho de um casal estranho formado por Frank, um homem tímido ao extremo, e Dora, uma religiosa submissa. Ao passo em que começa a descobrir a real natureza de Alan e seus demônios interiores, Dysart começa a perceber que ele também tem os seus próprios temores para enfrentar.
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**Equus** (1977), dirigido por Sidney Lumet a partir da peça visceral de Peter Shaffer, é uma exploração cinematográfica perturbadora sobre o abismo entre a normalidade social e a liberdade extática. O filme acompanha um psiquiatra encarregado de tratar um jovem rapaz que cometeu um ato de violência incompreensível contra cavalos. Longe de ser apenas um drama clínico, a obra mergulha em uma investigação profunda sobre a natureza da paixão, da adoração e do custo pessoal de uma vida desprovida de mitos, questionando se a "cura" que a sociedade exige é, na verdade, uma forma de amputação espiritual.
A performance magnética de Richard Burton, como o médico atormentado pelo vazio da sua própria existência racionalizada, contrapõe-se à intensidade selvagem de Peter Firth. O conflito central não reside na patologia do rapaz, mas na inveja que o psiquiatra nutre pela capacidade daquele jovem de experimentar uma devoção absoluta, ainda que destrutiva. O cavalo, como figura central, transcende a metáfora animal para se tornar um deus o "Equus" que demanda um sacrifício que a frieza do mundo moderno não consegue compreender ou tolerar.
Lumet utiliza o cenário minimalista do teatro para criar uma atmosfera de tribunal mental, onde a moralidade convencional é posta em xeque. O filme desafia o espectador a confrontar o paradoxo de que a normalidade, tão celebrada pela psiquiatria, pode ser apenas uma camuflagem para uma vida de mediocridade anestesiada. É uma obra densa e cerebral que exige reflexão sobre os limites da sanidade em uma cultura que pune qualquer forma de fervor que ultrapasse suas normas. Ao final, *Equus* deixa uma pergunta incômoda: vale a pena renunciar à intensidade de uma obsessão divina apenas para se encaixar na segurança cinzenta de um mundo "saudável"? É um estudo magistral sobre a tensão entre o sagrado e o secular, deixando claro que a alma, ao ser privada de seus deuses, pode acabar encontrando demônios onde menos se espera.
imagino o choque q este filme deva ter causado na epoca nao so pelas cenas abundantes de nudez completa. altamente promotor de zoofilia (com claro intuito de provocar excitacao sexual), acho q hj em dia seria rechacado com veemencia. Nao obstante em tentar naturalizar e normalizar zoofilia, tenta equiparar para com homossexualismo como q se este fosse uma parafilia.
As performances estao excelentes ao menos. O longa cansa um pouco por ser mto talkie, com poucos momentos puramente visuais.
vale a pena demais conseguir passar da metade
Um filme perturbador,mas mesmo assim uma das direções mais contidas de Lumet.Em certos momentos poderia render muito mais no drama,principalmente quando o principal personagem entra em cena.
Filme que vale a pena ser conferido !
Reflexões sobre Martin Dysart e Richard Burton. Sobre Alan Strang e Peter Firth. Sobre todos e sobre tudo.