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Data de lançamento
15 Julho 1995Duração
A personagem principal é Shizuku, uma estudante que sonha ser uma escritora e decide, durante o verão, ler vinte livros. Mas curiosamente todas as edições que Shizuki pegou na biblioteca já haviam sido lidas por um tal de Seiji Amasawa. Há encontros e desencontros típicos da vida de uma adolescente e a descoberta de um grande amor.
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Infantil
06/09/26
Sussuros do Coração 8,5/10
Sempre que vou falar da Ghibli remeto como todos os filmes remetem cenários de paz e serenidade, uma sensação sempre boa que a vida podia ser mais tranquila, mais leve. Isso mesmo quando a história pede urgência ou vemos os personagens em dilemas densos.
Nesse filme não é diferente. Tudo é tão bom de ver ainda que os conflitos sejam coisas universais das vidas humanas, como nossas escolhas e desejos podem afetar nosso futuro profissional e social. E também como esses anseios por vezes não são saudáveis.
Obviamente que se tratando de Ghibli, por mais que esse filme seja um romance por natureza, há espaço para ingredientes fantasiosos cheio de simbolismo e elementos oníricos. Ou ainda, como é marcante também, citar como a Grande Guerra é um desastre que ainda têm consequências nocivas vivas.
Essa revisão me lembra que esse filme é ainda mais marcante para mim por apresentar algumas versões de uma das canções mais bonitas que já pude ouvir e cantar, Country Road do John Denver. Inclusive numa versão lindíssima da saudosa Olivia Newton John.
O filme acompanha Shizuku, uma jovem que descobre seu amor pela escrita ao seguir o rastro de livros sempre retirados pelo mesmo garoto, Seiji. A narrativa encanta pela delicadeza com que mistura cotidiano e imaginação, transformando pequenos momentos em algo especial.
Não tem jeito, esse é o meu favorito da Ghibli
Sussurros do Coração (1995) consegue captar a inocência e o amor juvenil por meio das estradas asfaltadas de Tóquio, onde apenas nos breves becos e ao longe, se pode avistar um ponto verde, sempre um futuro esperançoso.
Sabe uma coisa triste que reparei nesse filme? É que, quando eu assisti a primeira vez, pelo olhar da minha adolescência, eu tinha visto o amor de uma maneira. Agora, depois de bem adulto, eu vejo como o amor entre Shizuku e Seiji é absurdamente adolescente, é um amor que a imaginação flutua e que não se pensam em barreiras. É um “casa comigo, Shizuku, um dia vou construir violinos” e um “eu caso, Seiji, um dia serei uma escritora” um dia. São os sonhos adolescentes na sua mais pura essência e, reparando isso, o filme se tornou lindamente triste para mim.
Grandiosíssimo trabalho do Yoshifumi Kondo.
“Não existe só uma forma de viver a vida. Só que viver de um jeito diferente do que o que foi ensinado é complicado. E não tem como culpar ninguém depois”
E a cena foi tão leve…