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Data de lançamento
17 Abril 2026Duração
Ambientado na Polônia, o filme acompanha duas mulheres enquanto elas tornam suas vidas amorosas mais complicadas. Nel vive em Varsóvia, onde trabalha em uma floricultura. Quando sua amiga de infância Bethany chega para visitá-la com um novo namorado, um vulcão entra em erupção.
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Assisti há poucos dias no MUBI e me surpreendi.
É um filme bem leve, aquele típico filme alternativo com metáforas fáceis de entender.
A premissa; sempre quando duas amigas se encontram, um vulcão entra em erupção em algum lugar do mundo. E, uma delas, está em um momento delicado do relacionamento com o namorado.
Erupcja é bem gostoso de assistir e remete à maturidade e a forma que uma das protagonistas enxerga seu atual momento - e se ela realmente quer o que ela vive.
Não espere nada muito aprofundado - ou reflexivo. O filme é bem explicativo e, talvez a reflexão, venha se você estiver passando por algo parecido em sua vida.
Nada memorável!
O primeiro caso de ghosting do mundo pós festa pré noivado 🗣️
Um mumblecore insípido com erupção efusiva
Um dos filmes mais curtos (de duração) que assisti recentemente, com seus enxutos 71 minutos, “Erupcja” é uma fita experimental rápida, com a cantora, DJ e compositora britânica que vem se jogando no cinema alternativo, Charli XCX (este ano ela lançou também o mockumentary “The moment”, que teve sessões no Festival de Berlim, onde assisti, e depois estreou no Brasil com baixíssima repercussão). “Erupcja” (palavra em polonês que significa “Erupção”) surge como uma experiência cinematográfica que mistura drama feminino e um humor diferentão, recorrendo a metáfora da erupção vulcânica para explorar sentimentos pessoais. O filme foi inteiramente rodado nas ruas da Polônia, gravado com estilo de cinema artesanal/caseiro, com câmera na mão, naquela estética que balança a imagem ao acompanhar os personagens se movimentando de lá para cá. Na história, a jovem Nel (Lena Góra) leva uma vida serena em uma floricultura na capital polonesa, Varsóvia, até ser surpreendida pela visita de Bethany (Charli XCX), amiga de infância que está na região para turistar. A vinda da Bethany desperta em Nel memórias e desejos reprimidos; enquanto isso, um vulcão próximo entra em erupção, espelhando as cinzas e as ondas de calor (uma combustão simbólica, que envolve o dilema emocional entre aquelas duas mulheres). Há outras alegorias sutis no filme: a dualidade da delicadeza das flores com imagens de lava e fumaça, as conversas ambíguas entre as amigas, a relação controversa com seus namorados etc. Charli XCX, além de protagonizar (e está bem no papel), assina o roteiro ao lado do diretor, Pete Ohs, e da atriz Lena Góra, bem como produz a fita, demonstrando compromisso com o cinema autoral. Seu papel dá dimensão a uma figura vulnerabilizada, que vai se transmutando no decorrer da intensidade da história, que trata de amizade e desejos profundamente reprimidos. Filme produzido no auge do sucesso do disco de Charli “Brat”, que virou um fenômeno pop que ditou regras de comportamento e moda (o que é tratado no longa posterior dela, “The moment”). Selecionado para o Festival Internacional de Toronto, o filme teve exibições em outros festivais de renome, como SXSW, Torino, Thessaloniki, Miami, IndieLisboa, Guadalajara e na Mostra Internacional de Cinema de SP. Entrou em cartaz no último fim de semana, com distribuição da Imovision. POR FELIPE BRIDA - Blog Cinema-naweb blogspotcom